Governo Temer & Movimentos de Rua: Uma Breve Consideração

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Na noite desse sábado publicamos um comentário breve, e de certa forma despretensioso, em nosso perfil no facebook falando de maneira irônica a respeito do impasse em que se encontram os movimentos de rua há meses, desde a consolidação do processo de impeachment, ante às dificuldades de mobilização. O conteúdo do comentário está reproduzido na imagem abaixo:

287É evidente que o objetivo do post não foi de modo algum semear o desânimo, mas sim chamar a atenção para um dado da realidade por meio de um diagnóstico honesto: os chamados movimento de rua abandonaram as mobilizações desde o final do impeachment, e nada justifica esse erro estratégico. É necessário reverter esse quadro e partir para um novo padrão de organização e de mobilização, com pautas políticas claras e que expressem um claro e inequívoco viés político conservador e de direita.

O que não faz sentido ficar somente batendo em petistas como muitos grupos se limitam a fazer hoje, ao mesmo tempo em que se ocupam da tarefa de garotos-propaganda de administrações municipais tucanas, por mais meritosas que sejam algumas dessas gestões que herdaram os escombros de administrações petistas passadas.

Bater em petista hoje equivale a chutar cachorro morto. O que o país precisa é de um movimento cívico e democrático, com poder e capacidade de mobilização, e de viés explicitamente conservador e de direita, capaz de exercer pressão democrática sobre o governo Temer em relação a determinadas pautas políticas bem definidas.

Legitimidade e pressão à direita
Em diversas oportunidades, nós do Crítica Nacional deixamos claro que não endossamos a tese do #ForaTemer, pois entendemos que essa bandeira além de ser ilegítima não encontra amparo em nosso, ainda que capenga, ordenamento institucional. Soma-se a isso o fato de que essa bandeira interessa somente à esquerda e não corresponde nesse momento aos reais interesses do país, razão pela qual defendemos a continuidade do governo de Michel Temer até o final de seu mandato, como determina o texto constitucional.

Mas a defesa da legitimidade constitucional formal e da continuidade do atual governo não pode servir para eximir o campo conservador e de direita da sua obrigação de exercer a pressão e a cobrança democráticas sobre esse governo em relação a determinadas demandas políticas. Cabe ao campo conservador e de direita se constituir como força política da sociedade civil, organizada em uma Frente Nacional para, respaldada e ancorada numa forte capacidade de mobilização popular, exercer a pressão e a cobrança democráticas sobre o governo.

Essa pressão e cobrança à direita sobre o governo de Michel Temer são essenciais até mesmo para o país pois, desde quando se constituiu, o atual governo tem sido pressionado somente pela esquerda e por sua base parlamentar fisiológica. Essa pressão e tensionamentos vindos unicamente da esquerda e da base formada pela classe política corrupta que lhe dá sustentação explical, mas não justificam obviamente, muitas das concessões à esquerda e ao fisiologismo que o atual governo tem feito.

Nesse sentido, entendemos que o principal desafio da direita conservadora nesse momento é justamente superar essa sua incapacidade de exercer pressão popular democrática à direita sobre o governo de Michel Temer. Essa pressão à direita é necessária não para atender às demandas da direita conservadora enquanto corrente ou força política da sociedade, mas para atender as necessidades da nação.

#CN  #CriticaNacional  #TrueNews


 

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5 comentários sobre “Governo Temer & Movimentos de Rua: Uma Breve Consideração

  1. Onde está o líder com ótima dicção, com poder de convencimento a ponto de arrastar multidão? Mídia esquerdista, povo idiotizado, forças armadas omissas, somos agora governados por uma corja socialista fabiana que está mais preocupada em servir ao PT do que o povo brasileiro.

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  2. O povo se esqueceu, ou nem quis saber, q todo processo democrático, pós impeachment, tem q continuar! Não era tirando Dilma q tudo estaria resolvido! Acomodados e torcendo por um salvador da Pátria estão a espera de resultados positivos sem quererem lutar, irem às ruas! Os movimentos têm q ser unir e continuarem cobrando com apoio da população nas ruas! Enqto a população não se mobilizar dessa forma dificilmente conseguiremos atingir nossos propósitos! Muito disso diz respeito ao ditado antigo d que “Política, religião e futebol não se discute” introduzido no povo para q os “interesseiros” pudessem fazer tudo q quisessem sem contestação do povo!

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  3. Não gosto de Temer. Não me convençe minimamente.Tenho cá as minhas razões.
    Depois, mantém na bandeira da República as cores vermelhas e estrupidas do PT que lula mandou colocar. Por quê? Será que isso é vassalagem ao PT? Só pode.
    Depois, mantém nos jardins a estrela de PT que a “os coxinhas que eatam as panelas no cu” felizmente já falecida e bem cremada, mandou os seus reais jardineiros plantarem. Por quê? Será que isso é vassalagem ao PT? Só pode.

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  4. O Michel Temer era o Vice nos dois mandatos. Considerando o segundo como legitimamente constituído até o momento do impeachment.
    Está implicado judicialmente.
    Para mim o grande desafio agora é estarmos atentos para que não desmontem a melhor coisa que ja aconteceu neste país : a Lava Jato.
    Já começa com a péssima escolha do novo Ministro do STF, Alexandre de Moraes. Escolha deliberada e mal intencionada.

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