Formação da Opinião Política Através de Factoides e Memes

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A extensão do analfabetismo funcional resultante de décadas de aplicação do embuste acadêmico e da fraude científica chamada socioconstrutivismo pode ser medida ou avaliada observando-se como certos segmentos da população instruída formam sua opinião política: essa opinião a respeito de figuras públicas muitas vezes é formada a partir de memes ou de factoides, sejam eles espontâneos ou resultado de um marketing bem elaborado.

Assim, como num passe de mágica, as pessoas esquecem que um dado personagem da vida pública é um socialdemocrata com mais de vinte anos de carreira política profissional, e passam a vê-lo como expressão de uma suposta nova direita, apenas porque tal personagem afirmou que não é político e sim empresário, e porque em um dado dia vestiu uniforme de gari. 

Da mesma forma, atribuir a uma líder política globalista dissimulada, e amiga dos muçulmanos, o status de nova liderança conservadora devido ao achado de uma frase feliz num embate com um esquerdista, é sinal claro de formação de opinião política por sugestão emocional suscitada por palavras-gatilho e não por análise objetiva dos dados disponíveis da realidade.

Quando símbolos ou memes e frases de efeito ou imagens impactantes, cuidadosamente pré-elaboradas por uma competente equipe de marketing, passam a ser os elementos principais utilizados para definir a opinião política de uma parcela da população informada e instruída, significa que existe um problema sério a ser identificado e resolvido.

É razoável lembrar que a opinião política a respeito de figuras públicas e políticos profissionais deve resultar da análise do histórico das ações objetivas, dos compromissos assumidos e interesses defendidos por essas figuras públicas, e jamais deveria resultar das impressões emocionais suscitadas por fatos e episódios isolados envolvendo esses personagens.


 

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3 comentários sobre “Formação da Opinião Política Através de Factoides e Memes

  1. Não só o Príncipe, de Maquiavel, a Arte da Guerra, de Sun Tzu, mas tem um livrinho chamado Guerras Psicológicas, muito antigo, cujo autor nem lembro mais, que fala muito bem, inclusive com exemplos, sobre estratégias para desinformar e iludir.
    O espaço de curtidas do menino canadense que atirou na mesquita poderia ter sido forjado parecendo crer que ele admirava Trump e La Pen. É possivel? Sim.
    Uma vez que o Brexit, embora com o total aval da população, pareça caso encerrado, ainda há forte ranço da esquerda globalista com a questão. E a Chanceler Mary é globalista. Podemos duvidar do bate boca em que ela calou e deu pito em um trabalhista. Tudo para lhe tirar a aura de esquerdista. Quem não diz que a altercação não foi forjada?
    E, assim, temos vários outros exemplos.
    Essa é a pior guerra de todas. Procuremos nos informar melhor. Mais razão e menos emoção ajudam.
    Meus agredecimentos ao Crítica Nacional.

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