Estados Unidos e o Resto do Mundo: O Que Realmente Importa

 

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Uma pergunta razoável que se pode fazer em termos geopolíticos é saber que ações do governo norte-americano realmente importam e dizem respeito ao restante do mundo. Sendo os Estado Unidos a única potência militar e econômica em escala mundial, é evidente que suas ações e decisões na área do comércio internacional e a mobilização e atuação de suas forças militares mundo afora são temas que afetam os interesses dos demais países.

No entanto, desde que tomou posse como presidente e exceto pela decisão de sair de um acordo comercial multilateral, as principais decisões de Donald Trump dizem respeito a assuntos internos dos Estados Unidos, como controle de fronteiras e política imigratória. No entanto, o bloco islâmico-globalista internacional e seus porta-vozes na grande imprensa ocidental têm reagido a essas medidas internas como se Donald Trump tivesse apertado o botão de um míssil nuclear.

A menos que alguém seja ingênuo o bastante para acreditar que os militantes da elite de esquerda de Nova York ou de Londres, e seus aliados islâmico-globalistas que os financiam, estejam realmente preocupados com o livre trânsito global de um cidadão da Somália ou do Iêmen  ou do Sudão, a explicação para essa histeria da esquerda globalista em relação às políticas imigratórias do novo governo americano deverá ser necessariamente outra. 

O que importa para a esquerda globalista é o fim dos estados nacionais
Em nosso entender, essa reação extremada da esquerda globalista no mundo inteiro revela o papel central que a noção de open borders, ou de fronteiras abertas, desempenha para o projeto de poder do bloco islâmico-globalista e seus aliados da esquerda. Afinal, fronteiras abertas sob o pretexto da lavagem cerebral representada pela retórica de um mundo mais livre, mais humano e sem barreiras, significa na prática o colapso da soberania dos estados nacionais.

A soberania nacional aqui deve ser entendida como a capacidade de uma sociedade exercer o poder dentro de um território delimitado e reconhecido internacionalmente. Uma vez eliminado esse traço distintivo da soberania, que é a capacidade de controle de seu território, qualquer noção outra de poder local ou nacional se esvai, restando apenas o poder global transnacional e antidemocrático representado por esses próprios globalistas, como sendo a única fonte legítima e reconhecida de poder.

Sob esse ponto de vista, reforça-se então a posição que o Crítica Nacional vem defendendo e que foi apresentada dias atrás no áudio Conservadorismo & Nacionalismo. Nesse áudio defendemos a necessidade de os conservadores e liberais abraçarem a causa nacionalista como instrumento para fazer frente à esquerda globalista internacional. Pois ou os conservadores ocidentais abraçam a causa nacionalista, ou ela será tomada pelos russos e eurasianos, que não se furtarão em usá-la em seu enfrentamento ao bloco islâmico-globalista dentro da disputa mais ampla de poder desses dois blocos no campo ocidental.


 

 

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8 comentários sobre “Estados Unidos e o Resto do Mundo: O Que Realmente Importa

  1. Os animais apenas QUEREM REALIZAR SEUS DESEJOS e sua ética é unicamente a FORÇA MAIOR.

    A velha questão filosófica sobre se “a Justiça é a vontade do mais forte” não é questão de dúvida para os animais.
    Não muito diferente, quando Rousseau brilhantemente respondeu a ESSA questão (não confundir o brilhantismo DESTA resposta com os embustes emocionais rousseaunianos), ao mesmo tempo ele sugeriu que “o mais forte” jamais poderá ser um humano, mas facilmente SEMPRE SERÁ “o mais forte” se o “principe” for uma ORGANIZAÇÃO (instituição) onde humanos passam então a disputar a hierarquyia desta instituiçõa em vez de medirem força diretamente com seus pretenso servos.

    “O forte não será sempre o mais forte se não fizer de sua força um direito e da obediência um dever”
    (J. J. Rousseau)

    O homem sempre teve ambição de escravizar outros. O PODER sempre foi uma ambição dos canalhas que tem como sua moral a força maior. Todo aquele que AMA o PODER do ESTADO É UM CANALHA!!!

    Há que se diferenciar o seguinte:

    O ESCRAVO Não DEPENDE de SEU SENHOR e tão pouco o obedece pelo benefio que de seu senhor recebe.
    OU SEJA, na ESCRAVIDÃO a RELAÇÃO É FORÇADA.

    Sim, ESTAR SUJEITO Á VONTADE ALHEIA é uma REALAÇÃO FORÇADA, onde um lado OBEDECE para NÃO SOFRER o DANO QUE O OUTRO PODE LHE CAUSAR (sem que nenhum acordo prévio e espontâneo tenha sido firmado nesse sentido).
    Assim, numa RELAÇÃO FORÇADA, um lado VIOSA OBTER BENEFÍCIO e o outro VISA NÃO SOFRER O DANO ARBITRÁRIO que o OUTRO IRÁ LHE IMPOR.

    Nas RELAÇÕES LIVRES, AMBOS os LADOS VISAM BENEFICIAREM MUTUAMENTE e por tal FIRMAM ACORDOS PRÉVIOS e ESPONTANEOS neste sentido. Para manterem relacionando-se apenas visando o mútuo beneficio espontaneamente acordado.

    Isso posto é GRITANTE que a RELAÇÃO entre os GOVERNOS e os PAGADORES de IMPOSTOS é uma RELAÇÃO, literalmente, de SENHORES e ESCRAVOS.

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    • Ora, ora, aqui vemos um adepto do “bom selvagem” de Rousseau. Então, a relação entre Governo e Sociedade é sempre uma relação de senhorio e serventia? Alexis de Tocqueville, com seu A Democracia na América mandou um abraço a você!
      Fazer uma ode ao libertarianismo político que foi feito é ter um preconceito estabelecido muito forte, e, baseado numa literatura extremamente enviesada de revolucionarismo.
      A noção de que um Estado, via Governo, tem sempre uma relação de senhorio para com sua população, que sobrevive como o servente é tão falaciosa e cheia de preconceitos vários, que demonstram a ignorância de quem tenta formular uma crítica favorável neste sentido, seja porque não entende como seria o real, possível e ideal funcionamento dum Estado-Nação, seja porque defende uma concepção baseada na revolução civilizacional, onde a ordem estabelecida pelo paradigma dos Estados-Nações seria substituída por qualquer outra. Aposto que as 4 (quatro) que estão mais em voga são extremista, podendo ser, na extrema esquerda o Socialismo e na extrema direita o Anarco-Capitalismo (ancap), o Anarquismo e o Comunismo.
      Pois bem, cada uma destas propostas, embora estejam em seus respectivos extremos (dentro) duma hipotética linha horizontal ideológica, podem muito bem (e na realidade o fazem) absorver elementos um dos outros, formando assim um amálgama em que apenas filigranas demonstram quem é quem, e não na natureza e essência de cada proposta em si, pois todas tem uma mesma semente, e uma mesma raiz, a saber, a Mentalidade que deu origem ao Movimento Revolucionário, que na atualidade tem mais um aspecto que é o Subversivo.
      Se levarmos às últimas consequências, apenas a proposta Socialista parece defender o Governo como entidade suprema do Estado, podendo chegar à uma equivalência matemática onde: Estado = Governo. E as outras 3 (três) propostas (que não são as únicas, mas, as mais em voga hodiernamente) digladiam-se entre si, para verem qual consegue conquistar as “mentes e corações”, como proposta inicial, para uma Civilização Mundial, onde todos podem igualmente, não havendo a tão famigerada relação senhorio-serventia.
      Faria deste breve comentário-resposta um texto muito grande, portanto, a pretexto de não me alongar muito, mas, disposto a esclarecer pontos tais quais se façam necessários posteriormente, mediante possibilidade, resumo aqui que, a concepção de Estados-Nações (ou Eatados-Nacionais como preferir) têm em sua essência vários aspectos que o fazem uma proposta viável e aceitável ao ordenamento social e civilizacional neste planeta, e têm guarida na experiência de que esta concepção, na pior das hipóteses, pode permitir pessoas em termos (limites) territoriais, enquanto que outras não. Vou listar alguns destes aspectos:
      – Um melhor ordenamento cultural¹;
      – Condições de que a sociedade, em território ao qual está estabelecida, possa exigir de seus governantes (representantes eleitos ou não) o cumprimento de determinadas ordens ou não²;
      – Sistema econômico compatível e escolhido pela sociedade que está contida em seu território³;
      – Estabelecimento de regras e parâmetros civilizacionais às sociedades formadoras desta mesma Civilização⁴;
      – Negociações, no sentido de harmonizar as relações sociais entre dois ou mais Estados-Nações, respeitando as diferenças entre as respectivas sociedades.
      Faltou comentar sobre as propostas elencadas anteriormente (Anarco-Capitalismo, Anarquia (anarquismo) e Comunismo, bem como Socialismo), suas relações, antagonismos, e suas contrariedades internas reais. Faltou ainda comentar cada um dos itens acima elencados, e tecer uma conclusão, mas, como estas partes faltantes consomem muitos caracteres, deixo para posterior ocasião, e sob solicitação, mediante possibilidade.

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  2. Excelente comentário, prezado Paulo Eneas.
    Que momento vive o mundo.
    E aqui, a possível ameaça de extinção da Lava Jato.
    Haja nervos de aço!

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  3. Rapaz,
    o comentário do Peter Rock é uma aula de falar muito sem dizer coisa alguma. Apenas divagações sem objetividade que decorre normalmente de um “COPY-PAST” característico do desesperados que, sem ter como argumentar OBJETIVAMENTE se dedica a “asneiras florais” em simulacro do que não conhece.

    A tradução do besteirol nem mesmo Lacan seria capaz …hehehe!!!

    Enfim, esse apego ao PODER e essa MANIA de recalcados e espertalhões em sua ambição pelo PODER, visando impor suas crendices e recalques a toda uma sociedade, não só e nem sempre visando apenas a riqueza, mas muitas vezes visando a estúpida ambição de tentar livrar-se das próprias frustrações através de delírios de imposições à toda a sociedade faz com que se defenda a instituição (o PODER) que, mesmo em sonho, faz o maníaco deleitar-se com a possibilidade.

    Não por acaso houve reação do establishment, quando do surgimento das idéias liberais opondo-se ao assistencialismo estatal (chamado de Socialismo utópico por Marx) que reivindicava a legitimação do PODER governamental em nome não só do assistencialismo falacioso por meio do Estado que prometia esmolas e empregos à “plebe” como também prometia a proteção MERCANTILISTA às elites empresariais e aristocraticas do ANCIEN REGIME.

    Sim, o surgimento de Marx veio como alternativa de alardeada inovação para combater as ideias liberais que surgiam questionando o PODER arbitrário de espertalhões e maníacos ideológicos enquistados no Estado-SENHOR para imporem suas conveniência e suas manías e recalques a toda a sociedade. Não foi por acaso que todas as instituições se associaram a NOVA IDEOLOGIA pretensamente justificadora do PODER ESTATAL como UM DIREITO sobre a sociedade, atribuindo a esta o DEVER de obedecer e custear a hierarquia estatal majoritáriamente formada por maníacos que por tal amam o PODER e a COVARDIA de se imporem a massas indefesas, escravizando-as ao ameaçar-lhes não apenas apebnas os corpos com castigos físicos, como quando os escravos nada mais possuiam para ser ameaçado, mas podem agora ameaçar outros meios de vida e bem estar dos NOVOS ESCRAVOS.

    …mas o que foi dito em oposição a isto??? ..NADA!!! apenas DEVANEIOS como SIMULACROS de argumentos que mal se disfarçam de AFIRMAÇÕES estéreis de fundamentos ou evidências. Meras afirmações oriundas de uma histeria contida que só é capaz de afirmações sem qualquer conexão com fatos ou idéias que lhes sirvam de fundamento. Isso chama-se DOGMATISMO: meras afirmações delirantes sem explicação ou tradução. …hehehe!

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  4. É absurdo que ainda exista quem defenda “elites” assenhoriando-se de populações sob o argumento de conduzir os REBANHOS a algum tipo de alegada “SALAVAÇÃO”. Tal argumento era exatamente aquele que as idéias liberais surgiram a combater.

    Uma cultura regional não pode ser confundida com a instiyuição estatal. Assim o fazem os adeptos de Rousseau e de Marx também. Não por acaso os tais ditos conservadores facilmente se tornaram socialistas recebendo o nome de NEOCONS.

    Não por acaso velhos adeptos do Poder estatal totalitário, como “instituição guia” e genial, que primeiramente abraçaram o marxismo, trotskismo e demais afins, ao não mais conseguirem manter sua crença optaram pela defesa do ANCIEM REGIME reivindicando-se a posteriori os “SALVADORES” através do Estado totalitário que concede direito de propriedade às massas para assim se apresentarem “diferentes” dos variados crentes dos variados socialismos, embora ainda defendam a conservação do Socialismo Utópico como justificativa para o Poder estatal, dizendo-o um Direito através de mal disfarçado utilitarismo “cosmico”, já que sem coragem para defende-lo como Direito transcendental, como há muito tempo assim o foi. …PQP!!! …hehehe!

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  5. Ah! ia esquecendo:

    GO TRUMP! …GO! …se é que suas palavras são sinceras ao defender que o Estado deve servir à sociedade e não o contrários.

    Aliás uma ótima inversão do que disse john kennedy.
    Ninguém comentou, mas TRUMP parece não concordar “com o que você pode fazer pelo Estado”, preferindo que o Estado seja apenas um prestador de serviços à população local e não o SENHOR desta população.

    Espero que tenha sido sincero e por tal …GO TRUMP! GO, GO!!!

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  6. Socialistas marxistas no Poder:

    – Capitis deminutio máxima

    COnservadores no Poder:

    – Capitis deminutio média

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