Sobre Intervencionistas & Estratégias de Guerra Política

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Não somos intervencionistas. Ainda que consideremos meritosa a retórica intervencionista no âmbito da guerra cultural, como contestação à pretensão da esquerda de construir de uma narrativa histórica hegemonista e mentirosa sobre o período militar, entendemos que a estratégia política (ou melhor dizendo, a falta dela) dos intervencionistas não possibilita hoje proporcionar as condições para aquilo que realmente importa, que é o combate efetivo ao movimento comunista-globalista.

Isso posto, entendemos que para a dura e árdua tarefa de enfrentamento ao projeto comunista-globalista no país, a retórica intervencionista se constitui em uma força aliada muito mais efetiva e confiável do que certos segmentos do movimento pró-impeachment. Segmentos esses que foram às ruas pedir o fim do governo petista, mas que não escondem sua admiração pelo socialista Fernando Henrique Cardoso, e que não se furtam em combater e atacar a direita conservadora com a mesma ferocidade com que combatiam e ainda combatem o já moribundo petismo.

São os mesmos segmentos antipetistas que, empenhados no combate à direita conservadora, não se furtarão nas próximas eleições presidenciais em apoiar qualquer candidato socialdemocrata do establishment político ou mesmo um candidato de uma esquerda pretensamente moderada e dissociada da imagem desgastante do petismo por meio da incorporação conveniente de itens de uma agenda liberal, contra o único candidato viável e consistente que a direita tem no momento, que é Jair Bolsonaro.

Portanto, a questão que realmente importa não é ser a favor ou contra intervencionistas. Isso é irrelevante, e revela apenas a propensão de analisar a política pelo discurso manifesto de seus atores e não pelos interesses e projetos que realmente representam. O que está realmente em jogo no momento é a formação de campos de forças políticas para a disputa eleitoral efetiva do ano que vem. E nesse quesito, a esquerda mais uma vez está saindo na frente, repaginada e de cara nova e redefinindo suas estratégias pós-impeachment. Estratégias essas que já se mostraram bem-sucedidas nas eleições municipais do ano passado.

Enquanto a esquerda recauchutada e remodelada se prepara,  parcela expressiva da direita conservadora se ocupa em atacar ou polemizar com intervencionistas pelo que eles são, ou pelo que eles não são, ou  pelo que eles deveriam ser, como se essa questão fosse decisiva e relevante para se combater o movimento comunista-globalista no país. O que evidentemente se constitui em uma demonstração do amadorismo político de que ainda padece a direita nacional.


 

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6 comentários sobre “Sobre Intervencionistas & Estratégias de Guerra Política

  1. O POPULISMO é o EMBUSTE baseado no PRÉ-CONCEITO:

    Aquilo que a MORAL VIGENTE VALORIZA.
    Afinal, incensar os pobres, o povo, os fracos, os desgraçados e etc. é algo que a propaganda moral estabeleceu como discurso valorizador.

    Qum não acha os pobres, os desgraçados, os fracos, os deficientes, os feios, os incapazes e etc. como sendo portadores de grandes méritos, é moralmente julgado alguém MALVADÃO e REPULSIVO. Segundo a MORAL MILENAR ideológicamente introduzida através de APELOS EMOCIONAIS de promessas paradisiacas e ameaças aterradoras, MÊDO e DESEJO para conquistar simpatia valorizadora e antipatia depreciadora.

    No fim das contas tudo visa à manipulação do HOMEM-MASSA (de fato fica com a forma que lhe dão) através da VAIDADE IMBECILIZADORA, pois que EMOÇÃO e não razão.

    VAIDADE, MODA e ESTUPIDEZ

    O Socialismo era o estado inicial dos povos e a LIBERDADE a idéia NOVA e verdadeiramente revolucionária e REBELDE. Sim, pode parecer estranha essa afirmação, mas BASTA PERCEBER A REALIDADE:

    – No mundo sempre houve uma SÚCIA MANDANTE e as MASSAS OBEDIENTES.

    O domínio que estas SÚCIAS cujo NEGÓCIO, sim o NEGÓCIO, é VIVER do PODER e não do TRABALHO tem se imposto à humaniodade desde seus primórdios.

    Espertalhões se fizeram caciques, patriarcas, califas, faraós, reis e etc. através da difusão de idéias que se baseavam em FINS e NÃO em PRINCÍPIOS.

    Ou seja, o PODER decorre das IDEOLOGIAS em seu primitivismo.
    Essa corja de maníacos que sempŕe almejaram viver do PODER sempre se imiscuiu com FOMENTADORES IDEOLÓGICOS que se utilizavam até do MISTICISMO para reivindicarem a SERVIDÃO das massas em nome de alegados SERES MIRABOLANTES capazes de magias fabulosas. Assim o PODER sempre se misturou com fantasias de seus MORUBIXABAS, PAJÉS, FEITICEIROS e SACERDOTES de todos os fedores.

    Estas fómulas de Poder que se fundamentavam difundindo o MÊDO e o DESEJO irracionais foram turbinadas ao se descobrir que a ARMA MORAL é de gigantesca utilidade na “guerra pelo Poder”. Pois é a MORAL que estabelece o VALOR do INDIVÍDUO no seu MEIO COMUM.

    Entendendo-se a VAIDADE HUMANA se percebeu o quanto uma IDEOLOGIA poderia ser MANIPULADORA ao fomentar uma MORAL IDEOLÓGICA de forma a que o meio comum fosse convencido do valor dos fiéis a essa moral.

    Assim as IDEOLOGIAS se tornaram o NEGÓCIO da SÚCIA que vive do PODER e NÃO do TRABALHO. Da seguinte forma:

    – A IDEOLOGIA justifica-se pelos FINS que PROMETE para um futuiro sem data e incerto. Em si mesmo esses FINS são alcunhados de “O BEM COMUM” por seus prometedores. Desta forma nem mesmo apresentam os fins que prometem para serem julgados, MAS JÁ DE ANTEMÃO os SENTENCIAM COMO O “BEM COMUM” e todo aquele que os criticarem ou que criticar a IDEOLOGIA que os prometem passa a ser ESTIGMATIZADO pela HISTÉRICA REPETIÇÃO que visa “enfiar pensamentos nas cabeças” impedindo que os indivíduos façam suas próprias análises contrárias aquelas que lhes são fornecidas em CONCEITOS já PRONTOS. Essa é a idéia do pré conceito difundido pela repetição histérica que não deixa espaço para argumentos de debate, mas apenas para tomada de posição num JOGO BINÁRIO, MANIQUEÍSTA como se tudo fosse objetivamente uma questão de BEM x MAL, onde quem fala mais alto passa a ter razão por fornecer a um maior número de pessoas os seus conceitos sem fornecer a análise ou deixar espaço para reflexões. Tudo é um REPETIR freneticamente aquilo que se imagina, por ser mais ouvido ou lido, a opinião da maioria ou mesmo a opinião do meio comum.

    É o APOIO COMUNITÁRIO o objetivo daqueles que precisam mais da OPINIÃO ALHEIA do que da própria.

    A VAIDADE HUIMANA é EXATAMENTE ISSO: o DESEJO DESESPERADO POR APROVAÇÃO ALHEIA!

    E é por essa vaidade estúpida que o HOMEM-MASSA é facilmente MANIPULADO.

    – Basta obscurecer a racionalidade através do CLIMA EMOCIONAL. Nesse ponto a HISTERIA, o FRENESI VERBORRÁGICO, os GRITOS com ENTONAÇÃO EMOCIONAL e as CARETAS de indignação, horror, tristeza e alegria tornam-se contagiantes pois “falam” à emoção como os argumentos falam à razão.

    Em tal clima emocional e AGITADO sem a devida análise fria de fatos e possibilidades, o ser humano é tomado pela HISTERIA e não se permite reflexões. Afinal esta em busca do APOIO ALHEIO, o milenar “ASINUS ASINUM FRICAT”.

    – Um vaidoso abomina as COMPARAÇÕES. Ele sofre por acreditar que os demais possam ter sobre ele o mesmo conceito que ele próprio possui de si. Quanto mais se despreza, mais se entrega ao desejo pela OPINIÃO ALHEIA em seu favor. Pois intimamente QUER ACREDITAR que se os demais ostentarem a boa opinião que lhe dedicam, ele terá argumentos para tentar convencer-se de que possui mais valor pessoal do que aquele que ele consegue perceber, atribuindo aos demais uma maior capacidade para reconhecimento de seu próprio valor.
    É algo CÍCLICO:
    “Eu” não me aprovo. Então se “eu” me moldar à opinião alheia eu obterei aprovação alheia. Então eu devo “me” aprovar porque os demais em sua superioridade coletiva, são mais sábios do que “eu” e assim “meu valor verdadeiro” decorre da imagem que transmito para os demais (a coletividade ostensiva), do qual devo me convencer.

    Eis aí o fato!

    Um vaidoso ao ver que seu vizinho comprou um “carrão” passa a crer que seu vizinho é melhor por ser capaz de conquistar mais riqueza que ele.
    Então se individa para comprar um “carrão” e tentar se igualar ou superar seu vizinho ante os OLHOS ALHEIOS. Tal ostentação poderá atrair a valorização dos outros.
    …E É EXATAMENTE A OPINIÃO ALHEIA QUE PREOCUPA o VAIDOSO, NÃO A PRÓPRIA.

    Ele também pode ostentar sua “BONDADE”, “ALTRUÍSMO”, “INTELECTUALIDADE”, “INTELIGÊNCIA”, “HEROÍSMO” à lá Robin Hood deturpado e ETC..

    São inúmeros os “VALORES” morais que podem ser ARBITRADOS através da PROPAGANDA enaltecedora (difusão repetitiva) e se TORNAR o VALOR da MODA.

    A MODA é uma boa visualização de tal FUNESTA IMBECILIDADE HUMANA:

    – Difunde-se que agora a MODA é saias curtas ou longas, cabelos compridos ou curtos, as cores tais e tons tais e blábláblá…

    Os imbecis e inseguros logo CORREM a MOLDAREM-SE à MODA do momento, que então por “decreto” os tornará mais “ANTENADOS”, “MODERNOS”, “CHIQUES” e até “inteligentes”.

    Mas quem define o que atribui tais características AOS SEGUIDORES da MODA e quem define a MODA?

    é SIMPLES: MERO CLIMA EMOCIONAL a produzir HISTERIA IMBECILIZANTE.

    Procurem a EXPLICAÇÃO PARA A MODA …é um exercício de reflexão fantástico!

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  2. Seria extremamente importante neste momento, que o movimento com a intenção de colocar o Dep. Jair Bolsonaro para a corrida presidencial começasse a criar extratégias e alianças com expoentes da cultura no país, e pessoas de carater engajadas nos “movimento sociais”. Criar um grupo de apoio, extratégica política e de marketing político.
    Em 2018 a esquerda virá com toda a força querendo colar a imagem de “direita” a social democracia e a oligarquia que domina o país, e tentando colar a imagem de extremistas a qualquer político de viés de direita e conservador.
    Mentiras costumases na mídia, falsificação de pesquisas eleitorais e ataques na redes sociais será uma constância.
    Pessoas como Olavo de Carvalho, Silvio Medeiros, Luiz de Bragança , Bia Kisis entre diversos outros, poderiam ser fundamentais.
    É necessário também quebrar barreiras e criar uma ponte com movimentos Liberais, assumindo compromissos com estes setores, para que se possa obter ou alianças, ou ao menos evitar embates e rejeições. Pessoas como Helio Beltrão, Rodrigo Constantino etc. Seriam vitias para a criação destas pontes.
    Movimentos da nova esquerda, que se vendem como “Liberais” como o MBL, se veriam isolados e teriam que se abster ou arriscar perder o resto de credibilidade.
    O Trabalho que o Dep. Eduardo Bolsonaro faz é fundamental, entretanto está na hora do Dep. Jair Bolsonaro construir um comitê de direita para apoio a sua candidatura, unindo todos os movimentos conservadores , como também costurar essa aproximação aos movimentos liberais, para contrapor a guerra política que está por vir.
    O inimigo é comum. O inimigo do país é a oligarquia que o controla desde do golpe da fundação da República e em especial, o domínio da esquerda nos últimos 30 anos. A esquerda hoje é a cabeça dessa oligarquia e ela é o inimigo do país, da família, das liberdades individuais, e do desenvolvimento do país.

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  3. Prezado Paulo Eneas,

    Seria muito importante que essa iniciativa partisse de pessoas como você, capazes de aglutinar forças e fundar uma entidade de Direita Conservadora no país, a exemplo do Instituto Von Misses, instituto Millenium, como exemplos.
    Essa seria uma etapa fundamental para a criação de uma intelectualidade de direita conservadora, apoio, aglutinação, um “alto comando”.

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  4. Tem toda a razão no que escreve no seu post. O que aparecer, seja ou não político, voto. Depois de eleito, logo se verá do que é capaz.

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