Violência e Criminalidade: A Imprensa e a Inversão Permanente de Valores

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A foto exibida na ilustração é da edição desta segunda-feira de um jornal de circulação média e distribuído gratuitamente na capital paulista. A capa traz em destaque o número de detentos mortos em presídios no país nos primeiros dias desse ano. Obviamente o autor da matéria, ou o editor do jornal ou mesmo seu dono, pouco estão se importando com o número de pessoas inocentes que foram assassinadas esse ano por criminosos da mesma estirpe daqueles por quem o jornal demonstra preocupação.

Um levantamento rápido irá mostrar que o número de pessoas de bem vítimas de homicídio no país inteiro somente esse ano é bastante superior a cem. Mas a morte de pessoas de bem não vira manchete de jornal. O que dá manchete e o que rende editoriais e debates com supostos especialistas é a morte de bandidos em presídios. Da mesma forma, a imprensa silencia covardemente sobre o número de policiais militares mortos em serviço por essa mesma bandidagem.

O Brasil é o país onde mais se mata policiais e cidadãos comuns em tempos de paz no mundo inteiro. Mas a narrativa mentirosa da imprensa é a de que a polícia militar brasileira é a mais violenta do mundo, e por isso deve ser extinta, como manda a ONU. A mesma narrativa mentirosa que diz que o Brasil é o país onde há presos demais, quando na verdade somos um país que prende pouco, pois há mais criminosos condenados nas ruas do que nos presídios. 

Trouxemos essa nota relativa a um jornal de pequena ou média circulação para exemplificar o poder que tem a grande imprensa de pautar diversos outros veículos e instrumentos de formação de opinião. Enquanto o país padece de um grave problema de violência e criminalidade, decorrente da falta de vigilância nas fronteiras e do aumento exponencial do tráfico e consumo de drogas, a grande imprensa alinhada com projetos da esquerda globalista internacional se ocupa tão somente com a vida de detentos nos presídios.

O que deveria ser foco de atenção e de preocupação é a vida das pessoas de bem, as mesmas que são vítimas diárias da criminalidade. Essa inversão permanente de valores é uma das facetas mais perversas do papel que a grande imprensa exerce no mundo contemporâneo: o de ser um dos principais agentes políticos e ideológicos do esforço e do empenho globalista de solapar a civilização ocidental.


 

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4 comentários sobre “Violência e Criminalidade: A Imprensa e a Inversão Permanente de Valores

  1. Perfeito artigo! Paulo Eneas, devo agradecer você pelo empenho e dedicação em colocar a luz de volta para os olhos das pessoas. Aparentemente, as pessoas estão enxergando a verdade, aos poucos, sim, mas com a continuidade do trabalho que está sendo feito, através do seu site, acredito que vamos fazer um país melhor e uma imprensa melhor.

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  2. Fora do contexto, mas acho que deve interessrar ao Paulo Eneas e seus leitores.
    É sobre o MTST e um seu líder vagabunbo.

    “… 2017 é um ano que promete em termos de manifestações de protesto violentas contra o governo e suas propostas para recuperar o equilíbrio das contas públicas e criar condições para a retomada do crescimento econômico. É o que revela levantamento feito pelo Estado e publicado na terça-feira passada. Guilherme Boulos, o notório agitador que lidera o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), faz, mais do que um prognóstico, uma ameaça: “Haverá um agravamento da situação e vamos nos aproximar de um estado de convulsão social”

    https://polibiobraga.blogspot.com.br/2017/01/artigo-estadao-sem-votos-querem-o-caos.html

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  3. Há que se dar atenção ao fato do Poder ser um meio de vida e o PODER LEGAL o meio ideal dos piores bandidos. Pois assim se furtam a qualquer reação das vítimas que aceitam o jugo acreditando estarem fazendo a coisa certa. É a SERVIDÃO VOLUNTÁRIA, tão bem descrita por Étienne de La Boétie e seu “Discurso da Servidão Voluntária”, o objetivo das ideologias que prometem “um mundo maravilhoso” para um futuro sem data e incerto. Ou seja, OS FINS PROMETIDOS justificam todos os MEIOS em seu nome preconizados. É assim que o PODER se sustenta, através de ideologias que exigem obediência à hierarquia de cobradora de impostos.

    O banditismo é fundamental para que o PODER coletor de impostos se justificque sob a égide de “DEFENDER O POVO”. Sim, no FEUDALISMO os senhores feudais inicialmente não eram proprietários dos FEUDOS, mas apenas “PROTETORES dos SERVOS”. Se justificavam oferecendo “proteção”.

    Imagine-se que a pressão moral e o justo revide tornassem os indioovíduos respeitosos, honestos, amigáveis, cooperativos, esforçados em trocar benefícios e sempre visando o comportamento JUSTO. Imaginem se em tal lugar haveriam DONOS do PODER. Não, NÃO HAVERIAM. Pois todos se uniriam e não permitiriam que alguns crápulas formassem uma organização nociva para explorar populações.

    Impedir essa UNIÃO dos SERVOS para reagir aos pretensos SENHORES é o objetivo das ideologias. Daí o incentivo à COBIÇA, INVEJA e à FRUSTRAÇÃO através da FOFOCA (política) que leva à inimizade e ao ódio. Assim a política DIVIDE os SERVOS (pagadores de impostos) para que jamais se unam em reação contra seus algozes.

    Como recomendado por SUN TZU em sua “Arte da guerra”: DIVIDIR para DOMINAR.

    A guerra com bem definiu Clausewitz é um meio de fazer com que os outros façam o que desejamos. Ou seja, a guerra é o USO da FORÇA, mas SUN TZU percebeu que a guerra ideal é aquela onde não enfrentamos o inimigo francamente e assim minoramos as baixas em nossa tropa. Desta forma a querra ideal é uma ARTE e esta arte consiste em ENFRAQUECER, DESORGANIZAR, ENGANAR e fazer o inimigo lutar entre si. Vai daí que a guerra encontrou sua arte na política e e a A POLÍTICA É A CONTINUAÇÃO DA GUERRA POR OUTROS MEIOS, invertendo-se o que disse Clausewitz sobre a guerra ser a continuação da política.

    Se o Estado não fomentasse a DISCÓRDIA DENTRE A POPULAÇÃO esta se uniria contra a SERVIDÃO que o Estado impõe aos pagadores de impostos. A existência de bandidos, canalhas, corruptos, trambioqueiros, assassinos, facínoras e criminosos em geral é a melhor justificativa para a existência do PODER ESTATAL. Assim justifica sua força policial que mais, como FEITORES ou JAGUNÇOS mais servem para exigir OBEDIÊNCIA e IMPOSTOS da população do que para banir o banditismo.

    O objetivo da política é FOMENTAR a COBIÇA, A INVEJA, e a FRUSTRAÇÃO para insuflar o ÓDIO dentre os pagadores de impostos, para que jamais se unam contra o Estado (organização criminosa).

    A propaganda tenta frustrar pobres e negros afirmando que só negros e pobres são presos. Assim tentam levar estes a se frustrarem e odiarem os brancos sob a idéia de que os malvados brancos ricos prendem só pretos e pobres por mera discriminação, por odia-los: INVENTAR INIMIGOS PARA CONQUISTAR AMIGOS.

    Dizem que os homens são opressores das mulheres e assim o Estado pretende conquistar o apoio feminino.

    Usam ESTATISTICAS como prova de suas afirmações safadas.
    Porém, sob estas estatísticas que os respaldam para afirmar que os brancos e ricos discriminam os pobres e negros, pois estes seriam a maioria dos encarcerados, não é usada pra o fomentado antagonismo de mulher e homem, embora a ESMAGADORA MAIORIA de ENCARCERADOS SEJA DE HOMENS.

    Ou seja a canalhioce política SEMPRE quer fomentar a frustração onde um lado é oprimido e o outro opressor e então ESCOLHE apenas estatisticas convenientes a seu objetivo, embora estatisticas nada dizem sobre coisa alguma além do fato em si que apresentam.

    Enfim, o Estado ou governos em todas as épocas se tratou de BANDITISMO IDEOLÓGICAMENTE ORGANIZADO para EXPLORAÇÃO de populações, seja pela guerra contra outros governos ou contra o PRÓPRIO POVO: há os que vivem do TRABALHO e há os que vivem do PODER.

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