Venezuelanos: Nos Hospitais Encontram a Morte

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Com Emma Sarpentier

Quando chegou ao poder pela primeira vez, o falecido ditador Hugo Chávez, amigo pessoal de Lula e de Fernando Henrique Cardoso, prometeu ao povo venezuelano que o Estado iria garantir serviços públicos de saúde gratuitos e de qualidade para todos. Sua promessa estava em linha com o programa comunista e socialista adotado em todo o mundo segundo o qual a saúde, assim como a educação, é um direito e portanto deve ser fornecida pelo estado de maneira universal e gratuita para todo a população.

Esse mesmo princípio de inspiração socialista, presente na Constituição Federal Brasileira, orientou a criação do pior e mais caro e mais ineficiente sistema de saúde pública do mundo, o Sistema Único de Saúde Brasileiro, o SUS. Esse princípio também orientou a implantação do famigerado ObamaCare nos Estados Unidos, um equivalente ao SUS brasileiro que resultou na piora generalizada e no encarecimento dos serviços de saúde nos Estados Unidos, afetando principalmente a população mais pobre.

No caso venezuelano, a política de saúde pública socializante de Hugo Chávez foi acompanhada de estatizações e expropriações de várias instituições de saúde privadas, além de uma interferência brutal do estado no que ainda restou de iniciativa privada na área, por meio de controle de preços e regulamentações de todo tipo que estrangularam a economia do setor.

Como a Venezuela é um país que necessita importar praticamente de tudo, especialmente insumos médicos, a política de controle cambial imposta posteriormente pelo chavismo, que fez com que o governo passasse a deter o monopólio do mercado oficial de câmbio, resultou na carência de dólares e na impossibilidade de atender a demanda de importações, inclusive da área de saúde. O resultado desse desastre planejado pela mentalidade socialista foi a completa falência dos serviços básicos de saúde no país.

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Carência generalizada e desesperadora 
Na Venezuela hoje falta praticamente de tudo em hospitais e unidades de pronto atendimento: desde uma simples Aspirina até medicamentos mais elaborados. A situação é desesperadora tanto em hospitais públicos quanto nos hospitais privados que ainda restam. Nos últimos três anos houve aumento no índice de óbitos evitáveis justamente devido à carência generalizada de medicamentos e demais insumos hospitalares.

A gravidade da situação pode ser avaliada pelos números relativos às importações na área de saúde. A Venezuela necessita importar em média US$1 bilhão de dólares anualmente em medicamentos, insumos hospitalares e equipamentos médicos. No entanto, desde 2014, a tragédia que o socialismo produziu na economia do país fez com que as importações nesse setor caíssem para um quinto desse valor. A despeito da demanda gigantesca, a queda nas importações hospitalares, bem como em demais áreas críticas, se deve à dificuldade na obtenção de dólares em decorrência da estupidez econômica chamada controle cambial, que foi imposto pelo governo.

A situação da saúde venezuelana sob a ditadura comunista-socialista iniciada por Hugo Chávez e continuada por Nicolás Maduro contrasta enormemente com o que era antes de os comunistas do Foro de São Paulo associados ao narcotráfico chegarem ao poder. A Venezuela era um dos países mais ricos da América Latina e o grande número de imigrantes europeus que chegaram ao país contribuíram para a construção de hospitais e instalações médicas consideradas entre as melhores do continente. O socialismo-comunismo trazido pelo chavismo, com o apoio e o endosso entusiasmado dos petistas e e tucanos e de toda esquerda brasileira, simplesmente deu início à destruição do país.

Com informações fornecidas por Emma Sarpentier, ativista e correspondente do Crítica Nacional em Caracas, Venezuela.


 

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