Estados Unidos: Universidade Retira História Americana do Curriculum Acadêmico

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A Universidade George Washington, localizada na capital americana e fundada em 1821, decidiu excluir de seu curriculum acadêmico a obrigatoriedade de cursar as disciplinas de história americana para fins de obtenção do equivalente ao grau de bacharelado ou licenciatura em história. A decisão da quase bicentenária universidade vem em linha com orientação semelhante que tem sido adota por cerca de um terço das universidades de elite norte-americanas. A alegação oficial apresentada é que a mudança foi feita para atrair mais alunos e para refletir de maneira melhor um mundo mais globalizado, segundo uma publicação oficial da própria universidade.

É evidente que a real motivação tem cunho ideológico e representa mais um capítulo no processo de ocupação plena e controle completo e total do ambiente acadêmico norte-americano por parte da esquerda. Trata-se de um processo de ocupação e controle que não teve início agora, e que é feito tendo em vista uma agenda político-ideológica muito bem definida: controlar todos os espaços de formação de cultura para, por meio da guerra cultural e construção de narrativas históricas falseadas, criar as condições para colocar em cheque os fundamentos morais e éticos e mesmo históricos da sociedade americana e dessa forma permitir o avanço do programa socialista.

De acordo com Larry Elder, um dos mais populares radialistas conservadores dos Estados Unidos, na visão de muitos professores norte-americanos, os pais fundadores da nação americana não passavam de um bando de branquelos velhos e ricos e senhores de escravos, e portanto não merecem ser estudados por serem irrelevantes. Da mesma forma, ainda segundo relata Larry Elder, nas escolas americanas ensinam às crianças que a história da América consiste em uma série de episódios acidentais marcados pela opressão da elite branca contra índios, mulheres, negros, latino-americanos e asiáticos.

hangouts

A violência que se tem observado no meio acadêmico brasileiro é a cópia de uma estratégia de atuação que a esquerda já adota há anos nos campi universitários norte-americanos.

Paralelo com a experiência brasileira
À primeira vista pode parecer que esse é um problema exclusivo dos americanos e que, portanto, não diz respeito ao público brasileiro. Mas o tema nos é relevante, pois ele serve como exemplo cristalino de como as estratégias de atuação da esquerda são articuladas em nível internacional. Estratégias essas que visam uma atuação coordenada em todos os países do ocidente, tendo sempre em vista os mesmos objetivos: desconstruir as identidades nacionais e negar em cada país as suas origens históricas nacionais vinculadas à herança civilizacional europeia de matriz judaico-cristã, promover o apagamento da história nacional real e substituí-la por uma narrativa ideológica.

Uma narrativa na qual a história se resume a um enredo em que um determinado grupo social ou étnico desempenha o papel de opressor e determinados outros grupos desempenham o papel de oprimidos. Papeis esses sempre atribuídos e definidos unilateralmente e a priori por parte da esquerda marxista, que não admite qualquer questionamento político ou acadêmico a essa estrutura narrativa por ela imposta. Como observa o professor Olavo de Carvalho, trata-se muito mais do que uma doutrinação ideológica: trata-se de um controle completo e absoluto sobre que abordagens são ou não autorizadas e permitidas em um ambiente acadêmico sob controle completo da esquerda marxista.

Nada do que foi afirmado acima é estranho ou representa alguma novidade para os brasileiros, no que diz respeito às nossas universidades. Se nos Estados Unidos a esquerda deseja apagar e esquecer a história americana, no Brasil a esquerda deseja exatamente a mesma coisa: apagar e esquecer e negar a origem civilizacional europeia e cristã da formação brasileira, sob pretexto de crítica a um suposto eurocentrismo, para desse modo tentar desacoplar a história brasileira do âmbito e do escopo da história da civilização ocidental. Foi exatamente esse o objetivo central do projeto de alteração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) apresentada pelo MEC em setembro de 2015.

Esse exemplo de uma semelhança entre estratégias de atuação comunista nos Estados Unidos e no Brasil mostra que o enfrentamento do movimento comunista internacional demanda compreender que esse movimento atua de modo coordenado no mundo inteiro. Nenhuma prática política de caráter mais estratégico por parte da esquerda resulta de iniciativa casual ou isolada em cada país. É essencial compreender que todas as estratégias essenciais de atuação do movimento comunista no ocidente, especialmente no âmbito da guerra cultural, têm sua origem em projetos elaborados e pensados de maneira cuidadosa no pais onde a esquerda marxista é mais forte e onde foi até momento mais bem-sucedida na guerra cultural e nas experiências de engenharia social: os Estados Unidos da América.

Com informações de InfoWars.Com.


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