Fidel Castro e o Regime Militar Brasileiro

Brasileiros de bem celebram na últimas horas a morte do comunista Fidel Castro, o maior genocida que o continente americano já conheceu. A exceção fica por conta de expoentes da elite acadêmica e artística da esquerda caviar e suas extensões na grande imprensa, além das figuras públicas de toda esquerda, incluindo as principais lideranças da socialdemocracia brasileira, como os tucanos Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves.

Ambos os grão-tucanos não se furtaram em tecer elogios rasgados ao genocida comunista recém-falecido, responsável por transformar um dos países mais ricos e prósperos do continente em uma ditadura genocida que há mais de meio século condena toda sua população à miséria e à repressão. As manifestações de ambos servem para nos lembrar a real natureza da socialdemocracia: uma força política que sempre foi e continuará sendo uma linha auxiliar incondicional dos comunistas e globalistas no mundo inteiro (*). 

A implantação do regime comunista em Cuba representou e ainda representa a maior tragédia que se abateu sobre a história do povo cubano. Uma tragédia que se estendeu em parte na Venezuela em anos recentes, e que poderia ter ocorrido muito antes aqui no Brasil, ainda nos anos sessenta. Não fosse o movimento cívico-militar de 1964, possivelmente o resto do mundo estaria hoje celebrando a morte não de um ditador cubano, mas de um hipotético ditador comunista brasileiro.  

É bem verdade que o regime implantado em 1964 seguiu determinados rumos criticáveis, como seu viés estatizante na economia e a inabilidade para fazer o embate político efetivo contra os comunistas na esfera da guerra cultural. Mas esses erros não podem nem devem de modo algum servir para eclipsar o fato mais importante: foram os heróis do movimento cívico-militar de 1964 que impediram que nosso país seguisse o mesmo rumo da tragédia que se abateu sobre o povo cubano há mais de meio século.

* Nota:
Nesse domingo traremos um artigo mais detalhado mostrando como a socialdemocracia no mundo inteiro, especialmente a europeia, teve papel decisivo no apoio e no respaldo ao regime comunista genocida implantado por Fidel Castro em Cuba. Trata-se da mesma socialdemocracia que criou o politicamente correto e o engodo chamado multiculturalismo, para enterrar a civilização ocidental ao abrir as portas do continente europeu para a invasão muçulmana.


 

12 comentários sobre “Fidel Castro e o Regime Militar Brasileiro

  1. Os militares brasileiros também eram de esquerda, não existe ditadura de direita, eles fecharam o país para o comércio, importar certos itens era crime, proibiram o livre comércio interno e estatizaram tudo, enfim comunismo.

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    • Perfeito, samihaua.

      Sobretudo quando Geisel, o NACIONAL-SOCIALISTA, assumiu e se fez o pior dos ditadores. Contudo é, dos militares, o que é amado pela midia. tal cretino era anti-americano a ponto de prejudicar o pais comprando da Alemanha, só por rixa. Foi Geisel com Golberi que inventou Lulla e essa camarilha de safados.

      Edson Lobão era jornalista da GLOBO e Geisel simpatizou com seu caráter ou falta deste. Assim Geisel o fez político para que fosse seu braço direito e “espia” no congresso. Certamente Lobão deu as dicas sobre quem era quem (moralmente) para que o esquema de Geisel (megalômano) pudesse aliciar e refazer o baditismo Getulista.

      Não é coincidência Edson Lobão e Delfim, entre outros pulhas geisistas, se terem afinado tanto com o PT e velhos terroristas guerrilheiros.
      O trunfo de Lulla é exatamente a turma de Geisel que ainda tem muito Poder e influência.
      Mercadante, flagrado, não foi preso como deveria ter sido. O filho de general e poderoso, conta com muita força.
      Boa parte da milicada em nada difere dos políticos pegos na lava Jato e tantas outras. A corrupção é generalizada pela própria decadência moral culturalmente difundida.

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    • Nao eram de esquerda. De fato nao existe ditadura de direita, e nao existiu ditadura aqui, a menos que voce compre a narrativa da esquerda, como parece estar fazendo. O vies estatizante e protecionista dado a economia foi um erro, como dissemos no artigo. Mas daí dizer que isso é comunismo chega a ser non-sense.

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    • Não sei a sua idade, mas acho que você não viveu a época do regime militar. Houve erro econômico, mas foi cometido por um civil, Delfim Neto que com seu arroubo salarial em 1976 quase matou a economia do país. Quanto ao fechamento das importações foi obra dos empresários brasileiros que influenciavam e muito o regime. Estas medidas não tem nada de comunismo, você está enganado ou confundindo propositadamente.

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    • Até hoje, muitos militares defendem não a esquerda propriamente, mas o nacional-desenvolvimentismo, que é um socialismo Fabiano temperado com nazismo.

      Essa doutrina é esquerdista no papel do Estado e no sistema econômico (socialismo Fabiano/nacional), mas “centrista” no aspecto moral.

      Destarte, tivemos ao mesmo tempo anticomunismo e agigantamento estatal e restrição bao porte civil de armas. A ARENA me lembra mais o “Sanacja” polonês, que era anticomunista mas praticava políticas esquerdistas, do que um regime de esquerda propriamente.

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  2. O que vale é a força, sem ela não há pratica e sem pratica nada se realiza.

    Quando Nietasche parece afirmar que “a justiça é a vontade do mais forte” ele apenas está dizendo que ISSo É A REALIDADE, a PRÁTICA. Não que esteja concordando com a afirmação. tanto que afirma o contrário m muitas outras passagens. Algo bem similar quando diz que COMBATE a MORAL por MORALIDADE. Sim, ele combate a ARBITRARIEDADE MORAL estabelecida pela FORÇA.

    Quem COMANDA a FORÇA é quem “interpreta” lei.
    Ao cidadão cabe trabalhar p/ financiar a FORÇA, o PODER, daqueles que fazem e interpretam as leis. Afinal, Hobbesianamente se DEVE obedecer às LEIS como se estas estabelecessem o DIREITO. Quando estas deveriam apenas se submeterem ao Direito NATURAL, que nasce com o indivíduo.

    Então, em meio as canalhices podemos dizer que Rousseau acertou neste ponto sobre a justiça ser ou não a VONTADE do MAIS FORTE:

    “O forte não será sempre o mais forte se não fizer da sua força um direito e da
    obediência alheia um dever”

    Assim funciona o Estado hierarquizado, democrático ou não.

    Podemos facilmente constatar que Rousseau deu a dica para tornar realidade a justiça da força em contrário a força da justiça. Rousseau apenas emulou Hobbes substituindo o príncipe por uma instituição. Assim, o “CULTO á PERSONALIDADE do REI ou líder” foi transmutada para o CULTO ÁS INSTITUIÇÕES, de forma que o príncipe não seja mais um indivíduo, mas uma organização onde qualquer indivíduo se possa fazer ou sentir “principe”.
    Isso garante a ETERNA FORÇA para a INSTITUIÇÃO, que fica então disponível para o SONHO de PODER de todos, seja diretamente ou indiretamente. Então todos ambicuionam FAZER de SUA PRÓPRIA VONTADE a JUSTIÇA, bastando ocuparem a INSTITUIÇÃO.

    Essa é a fórmula para tornar o forte sempre o mais forte: o apoio de todas as ambições de Poder. Assim todos perdem qualquer noção de moral objetiva ou de apreço pela justiça ou verdade. Afinal tudo torna-se relativo na medida que QUEM OCUPA o PODER IMPÕES a SUA JUSTIssA e a SUA VERDADE como realidades na PRÁTICA.

    O jogo igualmente vive da esperança dos apostadores.

    ESTRATÉGIA:
    A esquerda SEMPRE INIMIZOU populações e FA’s e polícias NO MUNDO.

    A antipatia da sociedade contra FA’s e polícias é RECÍPROCA, garantindo a
    OBEDIÊNCIA pela NÃO SOLIDARIEDADE com o povo.

    Fica fácil para os DONOS das INSTITUIÇÕES, NELAS ABOLETADOS e por elas acolhidos, serem OBEDECIDOS.
    Afinal as forças militares e policiais sentem-se desprezadas pela população e assim, no momento oportuno, AQUELES QUE INCENTIVARAM o ÓDIO AOS POLICIAIS E MILITARES se voltarão para estes oferecendo-lhes o APOIO que INDUZIRAM a SOCIEDADE CIVIL a lhes NEGAR.

    É TUDO ESTRATÉGIA para uma PRAXIS VOLTADA PARA OCUPAÇÃO DO PODER para TIRANIZAR e se DELEITAR.]Uma boa leitura de alguns trechos de Marx não deixa dúvidas sobre isso. O que IMPORTA É A PRAXIS e por isso, segundo Trotski, “A MORAL DELES e a NOSSA”.

    Os “iniciados” das cúpulas bem o sabem.

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  3. Senhor Paulo Eneas

    De fato concordo consigo, aqui não houve ditadura, mas sim uma Democracia Militar. Houve uma soberania militar popular representada pelo povo enquanto militar. Mas uma Democracia quase que envergonhada por existir e, tanto mais que por ordem de um general, acabaram por entregar o Poder a civis de esquerda.
    Se fosse hoje, com os generais que temos, todos prestando juramento e vassalagem tanto a lula como a dilma durante 13 anos para terem mais uma estrela sobre os ombros, então sim, teríamos uma Ditadura Militar.

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  4. De pleno acordo com as tuas colocações. Realmente o governo militar (na realidade apenas o presidente o era. Raríssimos integrantes do primeiro escalão eram militares!) falhou no quesito neutralização da propaganda esquerdista na Educação e meios culturais. Daí o termo pejorativo mas não menos verdadeiro ‘ditamole’.

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  5. Só um lembrete. Presta-se no dia de hoje uma homenagem àqueles militares que foram assassinados, dormindo, na Escola Militar da Praia Vermelha, RJ. Foi a denominada Intentona Comunista de 1935. Um bom comunista não encara o inimigo; tem de eliminá-lo dormindo.

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