Urgente: Um Aparente Recuo de Barack Obama na Síria

Fontes de inteligência do Oriente Médio informam nesse início de manhã de domingo que aparentemente Barack Obama recuou de uma ação militar mais incisiva na Síria, após reunião com comandantes e conselheiros militares realizada na sexta-feira em Washington. O principal motivo seria o acordo militar firmado entre Turquia e Rússia para isolar Alepo, cidade síria parcialmente controlada pelos jihadistas ligados ao Estado Islâmico e que recebem apoio e armamento dos Estados Unidos. O Pentágono considerava a opção de a Turquia permitir a passagem de armamento americano para os jihadistas, mas o acordo do governo turco com a Rússia eliminou essa possibilidade.

O acordo prevê a possibilidade de os jihadistas, que a imprensa ocidental chama de rebeldes sírios, se deslocarem para o território turco e ficarem sob o controle de Erdogan, que assim poderia continuar apoiando, como já faz há anos, o Estado Islâmico sem precisar confrontar o presidente sírio Bashir Assad nem o governo russo. O acordo turco-russo prevê também o estabelecimento de um enclave militar turco permanente no norte da Síria, com  uma zona de exclusão aérea acessível apenas às forças aéreas turcas e russas. Um enclave militar russo também seria estabelecido no norte do território sírio.  Além disso, o acordo prevê a instalação ao sul da Turquia de um sistema de defesa aérea vinculado diretamente à defesa russa.

Caso se confirme esse arranjo, terá sido a maior derrota geopolítica dos Estados Unidos nas últimas décadas, pois significará uma redução dramática de sua influência no Oriente Médio, que passará a ser zona de influência de uma inusitada aliança militar turco-russa. A Turquia ainda é formalmente integrante da OTAN, mas a política externa antiamericana de Barack Obama conseguiu tornar a aliança militar ocidental quase irrelevante. Esse novo desenho geopolítico e militar representará também um maior risco à segurança de Israel. 

O fator eleitoral
É possível que esse aparente recuo de Barack Obama esteja também baseado em cálculo eleitoral. Os esforços feitos pela campanha de Hillary Clinton e por toda e imprensa americana de propagar a mentira de que Donald Trump representaria uma ameaça à segurança dos Estados Unidos parecem não ter surtido efeito. O aumento das tensões entre americanos e russos nos últimos dias aparentemente permitiu a uma parcela da opinião pública perceber quem estava, e de certa forma ainda está, provocando a crise militar:  Barack Obama e Hillary Clinton. 

Em meio ao aumento das tensões, Donald Trump deixou claro que sua intenção não é de promover guerra com a Rússia. Parte da população parece ter percebido, e algumas fontes começaram a relatar que potenciais eleitores de Hillary estariam migrando para Trump por temer uma guerra. Isso explicaria o crescimento orgânico que a candidatura de Donald Trump vem observando nos últimos dias, com comícios reunindo milhares de pessoas em várias cidades do país, como informa nossa colaboradora Rubia Machin, brasileira radicada há mais de vinte anos nos Estados Unidos.

Nenhum desses comícios de Trump é noticiado pela grande imprensa americana, que se transformou toda ela em um imenso comitê de campanha de Hillary. Um comitê que tem se encarregado de acobertar os crimes cometidos pela candidata democrata ao mesmo tempo em que propaga e divulga suas mais escancaradas mentiras, além das mentiras destinadas a atingir Donald Trump. 

Essa mudança de percepção de parte do eleitorado sobre quem realmente representa uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, Hillary Clinton, pode talvez se traduzir no arrefecimento das tensões bélicas russo-americanas nos próximos dias. Pode também ser um indicativo claro de que, se não ocorrer fraude eleitoral, Donald Trump possa vir a ser eleito presidente dos Estados Unidos dentro de alguns dias.

Com conteúdo de DebkaFiles.



O livro Geopolítica Contemporânea: Desconstrução de Narrativas da Esquerda Globalista, de autoria do editor do Crítica Nacional pode ser adquirido nesse link aqui  com desconto.



 

 

 

7 comentários sobre “Urgente: Um Aparente Recuo de Barack Obama na Síria

  1. Paulo, por favor, escreva direitinho! Por que você grafa “Jihadista” e não “Jirradista”? Esta última ortografia é a condizente com a índole de nosso idioma.

    Nenhuma palavra da língua portuguesa se escreve com um agá isolado em posição medial. Introduzir esse tipo de ” novidade” gramatical revela, para dizer o mínimo, desatenção do redator. Quando se escreve publicamente, o erro torna-se imperdoável.

    Uma ciber-revista como a Critica Nacional, que de forma elevada aborda elevados assuntos da política, não pode ter o seu teor na forma de uma linguagem baixa.

    De um articulista esperamos autonomia. Não lhe é permitido copiar termos ingleses tão canhestramente. Se palavras estrangeiras devam ser tomadas de empréstimo, que passem antes pela necessária adaptação ao vernáculo, para que a língua portuguesa não acabe perdendo seu paradigma ortográfico, sua uniformidade e coerência de língua culta.

    Sem consciência do respeito devido à própria língua, o escritor atua como um ator que não soubesse o significado de suas palavras e gestos. Ele trabalha contra seu próprio trabalho e contra a ferramenta desse trabalho. Ao desprezar sua língua mesma, não sobra ao articulista causa a defender. Que mais importaria?

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    • Sr. Chauke Stephan, comece deixando o seu nome condizente com o nosso idioma antes de dar pitaco linguístico no artigo dos outros.

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    • Chauke:
      Jihad é a transliteração usada nas línguas ocidentais para o termo em idioma árabe que designa guerra santa. Da mesma forma que “shalom” é transliteração ocidental para a palavra em idioma hebraico que designa paz. Em inglês se tem “jihadist” para indicar o praticante de jihad. O mesmo termo, com pequenas variações, é usado em francês e espanhol: todos contendo a raiz jihad. No jornalismo brasileiro tem-se usado o termo jihadista, e não vejo razão alguma para se criar um neologismo (jirradista) para um termo originário de uma transliteração.

      Obrigado.

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  2. Parabéns, Paulo Enéas. Excelente exposição e análise.
    Ops!, acho que escrevi errado! É com ou sem acento o Eneas?
    Acho que não vais te importar, não é mesmo? Afinal, o conteúdo, por sinal excepcional, é que interessa.

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    • Quem despreza a gramática é você, Odilon, não é o Paulo. Não fosse o Paulo alguém imbuído de total reverência para com a língua de Camões (cujos versos, aliás, ele sabe de cor), eu não o teria provocado.

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