Escárnio & Ilegalidade: Momento de Retomar as Ruas

O país assistiu nessa segunda-feira a mais um episódio da ilegalidade sendo usada como instrumento legítimo para disputa política, e do escárnio e do deboche como expressões do desprezo que o estamento burocrático nutre pela opinião pública. Na posse da nova presidente da suprema corte estavam presentes personagens políticos que chefiaram não apenas o maior esquema de corrupção da história da nação, como foram os responsáveis diretos pelo estado de delinquência institucional em que o país vive.

Uma delinquência institucional que se manifesta pelas próprias ações da suprema corte que, guiada unicamente pelo ativismo judiciário ideologicamente motivado, não se furta em ignorar e passar por cima do texto constitucional em suas decisões. E a presença na cerimônia de posse de um artista historicamente vinculado à esquerda e que já defendeu e apoiou as milícias de delinquentes e assassinos formadas pelo black blocs serviu para coroar o quadro de escárnio.

Nesse mesmo dia também assistimos a cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha, o que encerrou o último capítulo da mais bem-sucedida campanha de destruição de reputação de inimigos que a esquerda já promoveu. Campanha essa que contou com o apoio da maioria do chamado campo antipetista. Eduardo Cunha foi cassado por ter supostamente mentido em uma comissão, ao negar que possuía contas no exterior, quando descobriu-se posteriormente ser beneficiário de um trust, que possui outro status jurídico.

Não há evidência alguma, até o momento, de que os recursos desse trust tenham sido oriundos de corrupção. Se houvesse tal evidência, estaria configurada a quebra de decoro parlamentar e a cassação seria justificável e necessária. Como não há, a cassação deveu-se somente a razões políticas, abrindo-se assim um precedente: inaugurou-se no parlamento a figura da delinquência jurídico-legislativa, na qual a cassação deixa de ser instrumento disciplinador da conduta e do decoro, para se tornar ferramenta de disputa política. Nesse sentido, entendemos que deputados da direita, com exceção de Marco Feliciano, que também votaram pela cassação cometeram um erro.

Esse quadro de delinquência institucional, aliado ao escárnio por parte do estamento burocrático com a opinião pública, vem ainda acompanhado da desmobilização generalizada da população que saiu às ruas em protestos e manifestações nos últimos meses. As ruas vazias hoje, e que vem sendo tomadas às vezes por atos de violência por parte das milícias de esquerda, é resultado direto da incapacidade e da leviandade políticas das pseudo lideranças que conduziram até recentemente as mobilizações pró-impeachment.

Tivesse o movimento pró-impeachment sido conduzido não por aspirantes a celebridade, mas lideranças políticas de fato, capazes de antever cenários e indicar rumos a serem seguidos, a esquerda não estaria hoje monopolizando as mobilizações de rua, quase todas elas violentas e amplamente apoiadas pela grande imprensa. Se tivéssemos lideranças de fato, estaríamos nesse momento nas ruas, defendendo a legalidade e a Constituição, e exigindo que o impeachment seja concluído na sua integralidade, com a aplicação da pena prevista de suspensão de direitos políticos da ex-presidente.

Na ausência de lideranças capazes de compreender a dimensão da situação política do momento e dos rumos a serem seguidos, entendemos que cabe aos indivíduos preocupados com essa questão tomarem a iniciativa. Em particular, cabe às pessoas que se colocam no campo da direita conservadora e que têm tido esse entendimento da necessidade de retomar as mobilizações, assumir a tarefa de se articularem, independentemente de grupos, e chamar a população para sair às ruas em defesa da legalidade e da Constituição. É isso o que a nação espera das pessoas de bem, honestas e decentes.



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8 comentários sobre “Escárnio & Ilegalidade: Momento de Retomar as Ruas

  1. Paulo, por que você não se incumbe de juntar toda a nossa direita que está dispersa? Mas digo direita conservadora mesmo, nada de libertários etc caterva. Sugiro a você convidar para um encontro os meninos da RADIO VOX, do TERÇA LIVRE, HERMES NERY, RODRIGO GURGEL, CONDE LOUPRET, e outros tantos nessa linha.
    Seria um começo.
    Forte abraço

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    • Se Cunha era muito mais forte politicamente no começo desse ano, com longa ficha de patrimonialismo, um baú de segredos do submundo da política e ainda assim foi cassado com o aberrante apoio do Supremo, o honesto Jair Bolsonaro não deve esperar melhor sorte.

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    • O contra-ataque era previsível e o próprio Cunha sabia disso, pois encarou a quadrilha bolivariana e atraiu para si a máquina de difamações bolivariana, o abandono pela “esquerda limpinha” tucano-PPS, a oposição dos fisiologistas comprados que se locupletavam no bolivarianismo e a coerente reprovação dos honestos.

      No âmbito geral, tão logo o povo começou a atuar politicamente foi sabotado pela imprensa e pela esquerda, que logo inventou “líderes” populares para chamar de seus e esconder os verdadeiros movimentos populares (Revoltados Online, por ex.) que não se deixaram controlar pela esquerda. Destarte, a queda da extrema-esquerda bolivariana foi imediatamente contornada pelo retorno da esquerda tucana: a eleição de Rodrigo Maia e o imediato abafamento da CPI do CARF demonstram muito bem que agora estamos sob o jugo de esquerdistas melindrosos e que a artilharia pesada da extrema-esquerda bufônica e violenta já cumpriu seu papel.

      Discordo em boa parte do que Olavo diz, mas essa análise foi correta e convergente com outros de bom senso que vislumbraram esse mesmo desfecho.

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  2. Concordo plenamente. Mas a quem recorrer? O MBL? O Vem pra Rua? O Nas Ruas? O revoltados on Line (ainda existe)? Estamos acéfalos!

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