Provável Cassação de Eduardo Cunha: Vitória da Esquerda & Ativismo Judiciário

A Câmara dos Deputados poderá talvez cassar nessa segunda-feira o mandato do deputado Eduardo Cunha. Se isso vier a ocorrer, será a mais expressiva vitória da esquerda nos últimos anos. E é importante antecipar e enfatizar que essa afirmação não significa que consideramos Eduardo Cunha um político de direita, coisa que jamais afirmamos, aliás. Sua provável cassação será uma vitória da esquerda por ele ter sido, independentemente de suas motivações, a principal oposição institucional à agenda ideológica da esquerda ao longo era petista.

É por esta razão, e somente por esta razão, que Eduardo Cunha se tornou o principal inimigo de toda a esquerda nacional e de seus aparatos de formação de opinião pública, incluindo imprensa, meio acadêmico e artístico e as milícias travestidas de movimentos sociais. Cunha não será julgado nessa segunda-feira: ele já foi julgado e condenado pela máquina de assassinato de reputações criada pelo petismo e pelas esquerdas, máquina essa que conta hoje com o reforço de quase todo o aparato judicial do país, incluindo o STF e a Procuradoria Geral da República.

O Crítica Nacional vem há meses mantendo um posicionamento consistente e coerente a respeito do papel que Eduardo Cunha desempenhou ao longo de cerca de dois anos e meio, antes mesmo de assumir a chefia do parlamento, no processo de ruptura do núcleo duro de poder formado por petistas e peemedebistas. Ruptura essa provocada pelos petistas e que desencadeou uma crise de poder que, além de ter permitido que vários itens da agenda ideológica da esquerda fossem barrados no parlamento, acabou por desaguar no processo de impeachment.

É contra esse pano de fundo de crise e ruptura no núcleo de poder, iniciada antes mesmo das últimas eleições presidenciais, que se deve compreender o papel desempenhado por Eduardo Cunha, papel esse que foi fundamentalmente positivo e benéfico para a nação. Aqueles que não compreendem esse pano de fundo acabam por endossar e abraçar a campanha de assassinato de reputações promovida pela esquerda e seus agentes, e o fazem sob pretexto de combater a corrupção.

É preciso lembrar ainda que, do ponto de vista do devido processo legal, não há provas de que Eduardo Cunha tenha cometido crimes. Mas o massacre promovido pela esquerda e seus aparelhos e agentes de formação de opinião pública foi de tal monta que as pessoas ignoram esse fato: a suposição, repetida insistentemente, de que ele tenha cometido crimes tornou-se auto evidente devido à própria repetição, dispensando assim a exibição de provas materiais.

O único crime comprovado associado a Eduardo Cunha foi o crime praticado pelo plenário da suprema corte que, sem qualquer amparo no texto constitucional, decidiu removê-lo da chefia do parlamento em um flagrante ato de ativismo ditatorial do judiciário e de quebra de autonomia dos três poderes. O mesmo ativismo que decidiu, em conivência com o Senado, ignorar novamente a Constituição Federal e não aplicar a pena devida à ex-presidente no julgamento do processo de impeachment.

Na hipótese de Eduardo Cunha ser cassado teremos novamente um crime: a cassação de um político pelos seus pares sem qualquer evidência material de cometimento de crime, uma vez que ele nunca foi investigado por tais supostos crimes dentro dos parâmetros do devido processo legal, pois todo o processo envolvendo o ex-presidente do parlamento foi unicamente político. Com isso estará sendo aberto o precedente perigoso para a cassação de qualquer político por conta de suas posições políticas e não por cometimento de crimes tipificados em lei.

O fato é que o país caminha a passos largos em direção a uma ditadura judiciária, e esse terá sido o principal legado da herança maldita de treze anos deixada pelo petismo. No entanto, poucos agentes e atores políticos têm se dado conta da gravidade desse processo e do quanto ele ameaça a nossa já fragilizada democracia, preferindo acreditar no conto de fadas do funcionamento normal das instituições.

Não existe funcionamento normal das instituições. O que existe hoje é um aprofundamento da delinquência institucional que tomou conta da nação. A provável cassação de Eduardo Cunha será mais um capítulo dessa delinquência. E outros capítulos virão, se a sociedade civil e as pessoas de bem são se mobilizarem em de defesa da legalidade e da Constituição.

Nota:
Segue-se abaixo um apanhado de todas matérias e das previsões que fizemos a respeito da crise política e do ativismo judiciário no país nos últimos meses:

O governo petista é uma delinquência institucional

O Estadão concorda conosco: é golpe de estado

PT e seus prepostos no judiciário apostam na delinquência institucional generalizada

Dilma: da delinquência institucional à insânia generalizada que se torna irrelevante

Sobre o Alerta de Golpe em Decisão Monocrática do STF

Por que acreditamos que o impeachment vai ser aprovado

O cenário político que temos hoje e nossos desafios imediatos

Áudio: É hora de a direita brasileira apresentar sua agenda política ao país

A idiotia política de quem está aplaudindo a decisão da suprema corte imperial

Ativismo Judiciário: A Nova Feição do Estado Autoritário

Não Podemos Subestimar Nossa Vitória

A Perspectiva Conservadora da Nação

A Direita Ainda Não Entendeu Suas Prioridades

Um Problema Elementar de Estratégia Política

Eventual Cassação de Eduardo Cunha: Vitória da Esquerda e da Burrice Política

A Direita e o Céu Estrelado

A Ação Política de Rodrigo Janot

A Estratégia Petista de Desestabilização Institucional

O Destino de Eduardo Cunha

O Caminho da Direita Conservadora Brasileira

O Significado da Votação na Comissão de Ética

Lava Jato Delivery

Folha de São Paulo Confirma Nossa Análise

A Ditadura do Judiciário e a Falácia da Normalidade Institucional

Hangout: STF Sem Partido

Renúncia de Eduardo Cunha: Vitória da Esquerda

Quem Teme Temer? 

A História do Pedido de Impeachment: Como Construir Falsos Mitos



O Selo Editorial Armada está promovendo a mais arrojada campanha de crowdfunding do mercado editorial brasileiro do momento, destinada ao lançamento de seis títulos nas áreas de política, história e filosofia. O primeiro título será Geopolítica Contemporânea: Desconstrução de Narrativas da Esquerda Globalista, de autoria do editor do Crítica Nacional. Acesse esse link aqui para fazer sua aquisição antecipada com desconto.


 

5 comentários sobre “Provável Cassação de Eduardo Cunha: Vitória da Esquerda & Ativismo Judiciário

  1. Seu texto está claríssimo quanto ao aspecto causas que levaram Eduardo Cunha à fogueira, pela esquerda. Só acho que deveria ficar bem claro, bem esclarecido, a questão das contas na Suíça, para não parecer que temos corrupto de estimação. O que sei que não tens. Mas é de bom alvitre fazê-lo.
    Abraço

    Curtir

  2. “É preciso lembrar ainda que, do ponto de vista do devido processo legal, não há provas de que Eduardo Cunha tenha cometido crimes. […]” Tá de sacanagem, né cidadão? E as contas na Suíça entregues pelas autoridades daquele país, com assinatura e cópia do passaporte? Teria sido “obra do capeta”?

    Curtir

  3. E a presença da caterva na posse da PRESIDENTA ( convidou Lula, virou automaticamente PRESIDENTA) Carmen Lúcia, se não for prova cabal de confirmação deste cenário, não é possível aber o que é.

    Curtir

Comentário ao artigo:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s