O Projeto Socialista e Criminoso de Poder Chegou Ao Fim

Conforme havíamos afirmado há exatos três meses, nesse artigo de 31 de maio desse ano, o processo de impeachment foi consolidado sem tropeços, e assinalou o fim da era petista no poder. As reais implicações da segunda votação do Senado, que amenizou a questão da inelegibilidade de oito anos prevista pelo texto constitucional, precisam ser ainda analisadas com frieza. Essa segunda votação tem que ser vista no quadro de delinquência institucional deixado como herança pelo petismo, e que permanece presente através principalmente do ativismo judiciário, a despeito do petismo ter sido removido do poder institucional formal.

Deve-se compreender também que a segunda votação tem a ver menos com a ex-presidente, mas com os interesses de um enorme segmento da classe política preocupada em se safar das implicações decorrentes da Lava Jato, além de servir de demonstração de força de segmentos peemedebistas interessados em ocupar mais espaços no governo.

A interpretação de que essa segunda votação fortalece a narrativa que está sendo construída pelo petismo, segundo a qual a ex-presidente teria sido vítima de um golpe, precisa ser vista com certa reserva. O petismo iria criar uma narrativa falsa de qualquer maneira, com ou sem esse componente. Mas essa narrativa se destina tão somente ao consumo interno da militância ou aos segmentos da elite da sociedade que continuarão alinhados com a agenda ideológica da esquerda.

Essa narrativa falsa por si não irá alterar o dado relevante da realidade e que não se pode perder de vista nem ser subestimado, como já havíamos afirmado nesse artigo aqui: o petismo foi objetivamente removido do poder institucional formal e não possui hoje qualquer perspectiva de volta ao poder no médio prazo, ainda que camuflado em outra sigla ou sob outra roupagem. Entendemos que esse fato objetivo representa uma derrota para a estratégia esquerdista do Foro de São Paulo para América Latina, o que ficou evidenciado já hoje pela convocação de embaixadores por parte de países latino-americanos ainda sob governos e proto-ditaduras esquerdistas bolivarianas, como a Venezuela, Bolívia e Equador.

Um novo ciclo na história do país e novo desafios para a direita
O país entrará agora em um ciclo inédito de sua história recente, em que pela primeira vez após décadas as duas principais correntes da esquerda nacional deixarão de monopolizar a disputa de poder, abrindo-se assim a perspectiva real de conquista de poder por parte da direita e da centro-direita e dos setores do campo conservador. As ações da militância política da esquerda daqui para frente serão em parte de caráter defensivo, repetindo à exaustão o discurso de golpe, mas sem qualquer consequência no âmbito da opinião pública e na esfera da disputa política real.

No entanto, haverá também ações de caráter mais ofensivo a partir de prepostos da esquerda presentes na alta burocracia do aparelho de estado, como o judiciário, Ministério Público e a própria Procuradoria Geral da República, como ficou mostrado pelo episódio dessa semana envolvendo sua então vice-procuradora geral, exonerada após ser flagrada em militância política esquerdista. Episódios dessa natureza, evidenciando o alto grau de aparelhamento esquerdista do estado e a falácia do suposto funcionamento normal das instituições, tenderão a se repetir e trataremos desse aspecto em próximo artigo.

É evidente que se deve tomar iniciativas concretas de ação política no sentido de reverter a decisão inconstitucional tomada pelo Senado de não aplicar a pena de inelegibilidade à ex-presidente. Esse tema passa a ser agora um item da agenda política imediata. Mas a direita conservadora precisa também demarcar claramente seu campo e deixar de ser pautada pela esquerda.

É necessário que nesse novo ambiente pós-impeachment, com a esquerda enfraquecida mas longe de estar plenamente derrotada, que a direita conservadora tenha competência e capacidade de ela mesma começar a pautar o debate político nacional, colocando sua própria agenda na cena política. Apesar de nossas enormes dificuldades, o momento nunca foi tão propício à apresentação de um programa político da direita para o país. É disto que a sociedade brasileira precisa e é isso que ela espera de nós.



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