Deputado Eduardo Cunha Emite Nota Sobre Mentiras de Dilma

Começou nessa segunda a encenação do julgamento final do impeachment. Conforme esperado, a ex-presidente claramente não está mais preocupada em se defender, pois sabe ser indefensável. Em vez disso, ela usa o espaço da câmara alta do parlamento para fazer proselitismo político-ideológico destinado a se encaixar à perfeição à narrativa mentirosa e cínica que seu partido e toda a esquerda irão criar a respeito do processo de impeachment.

O próprio formato do rito, talhado em detalhe pela suprema corte, facilita a atuação da ex-presidente, pois cerceia as falas dos senadores e dá ampla liberdade à ré, que pode falar a vontade pelo tempo que desejar sem precisar responder pergunta alguma, como de fato não respondeu, podendo inclusive fazer ofensas ao Senado e desqualificar e deslegitimar os que irão julgá-la sem precisar enfrentar uma réplica.

Em um dos momentos de sua encenação nessa segunda, a ex-presidente fez afirmações mentiras e levianas a respeito da atuação do ex-presidente do legislativo, Eduardo Cunha, chegando até mesmo a afirmar que haveria responsabilidade do parlamento pelo crise, uma vez que este não teria votado matérias relevantes do governo no tempo devido. Logo no fim da tarde, o deputado Eduardo Cunha emitiu nota rebatendo as leviandades da ex-chefe do executivo. A íntegra da nota segue abaixo:

Com relação ao depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff, ainda em curso no Senado Federal, tenho a esclarecer o que se segue:
1) A presidente afastada segue mentindo contumazmente, visando a dar seguimento ao papel de personagem de documentário que resolveu exercer, após a certeza do seu impedimento, em curso pelo julgamento em andamento.

2) A presidente afastada mente se utilizando da técnica fascista de que uma mentira é exaustivamente repetida até se tornar verdade.

3) Ela segue me acusando de desvio de poder pela abertura do processo de impeachment, se esquecendo de que já buscou esse argumento no STF e não teve sucesso, reafirmando a lisura do meu ato.

4) As tentativas de barganhas para que eu não abrisse o processo de impeachment partiram do governo dela e por mim não foram aceitas, como já declarei em diversas oportunidades, denunciando com nomes e detalhes essas tentativas. Isso sim foi chantagem.

5) O meu ato de abertura do processo de impeachment foi confirmado por votação na comissão especial do impeachment, no plenário da Câmara por 367 votos, e já confirmado em quatro votações no Senado Federal.

6) A presidente afastada mente quando fala que como presidente da Câmara dei curso a pautas bombas e que não votava os projetos do governo. Desafio a demonstrar qual foi a pauta bomba votada e qual projeto do governo não foi votado. Desafio a demonstrar qual matéria teve inclusão de parte que, após vetada, tenha tido o seu veto derrubado.

7) Em 2015, foram votadas 28 medidas provisórias, 6 projetos oriundos do Governo, incluindo o da repatriação, assim como mais de 30 acordos internacionais, além de dezenas de outras proposições, o que tornou 2015 o ano de recorde de apreciação de projetos.

8) A presidente mente novamente quando fala que a Câmara parou em 2016 e que nada foi votado. Até a data do meu afastamento foram 13 medidas provisórias, dois únicos projetos do Governo tramitando em urgência e 4 acordos internacionais, além de vários projetos oriundos de parlamentares ou do Senado Federal. O atraso do reinício do funcionamento das comissões deveu-se à solução das mudanças partidárias da chamada janela partidária, em nada tendo a ver com a crise política e, mesmo assim, em nada atrapalhou a performance na Câmara.

9) O Senado Federal, em um julgamento com amplo direito de defesa, vem confirmando que a presidente afastada cometeu crime de responsabilidade. Todos os atos por mim praticados estão sendo confirmados até o momento e, ao que parece, está sendo comprovado que decretos da presidente afastada foram editados sem autorização legislativa, o que configura o crime de responsabilidade.

O resto são as desculpas para os documentários da história, incluindo o figurino do golpe, que parece caber mais na história da eleição dela do que na história do impeachment.
Eduardo Cunha



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