O Destino de Eduardo Cunha

No decorrer dos próximos dias a Câmara dos Deputados irá tomar a decisão final em relação ao deputado Eduardo Cunha, que teve seu mandato suspenso por decisão do STF, decisão essa que os próprios integrantes da suprema corte reconhecem não ter amparo no texto constitucional, se caracterizando portanto em um típico ativismo judiciário, como mostramos nesse vídeo áudio aqui. Toda a esquerda nacional e toda a grande imprensa, incluindo O Antagonista, já vem há cerca de dois anos promovendo contra Eduardo Cunha a mais avassaladora operação de guerra e de destruição de reputação de que se tem notícia em tempos recentes.

E essa operação não é motivada pelo fato de o deputado ter supostamente cometido crimes de corrupção. Até porque, se fosse esse o real motivo, outros políticos, principalmente petistas, mereceriam o mesmo tratamento, ao menos por parte da imprensa. E sabemos que isso não ocorre. A motivação é unicamente política e ideológica, uma vez que no exercício da presidência do legislativo, Eduardo Cunha encarnou a única oposição institucional que a agenda ideológica da esquerda enfrentou desde o fim do regime militar. Pois desde então essa agenda ideológica, antes mesmo da chegada do petismo ao poder, vinha sendo imposta à sociedade sem ser contestada. Os tucanos jamais iriam se opor a essa agenda, pois eles são aderentes a ela.

É possível que Eduardo Cunha venha a ser cassado. Caso isso ocorra, a imprensa e até mesmo setores antipetistas ingênuos e que não entendem nada de estratégia de guerra política irão vender a narrativa de que sua cassação terá representado uma vitória contra políticos corruptos. O Antagonista seguramente irá postar uma manchete assim. Mas não se tratará disso. A eventual cassação de Cunha representará, como já dissemos em artigo recente, uma vitória política e ideológica da esquerda, incluindo desde os petistas tradicionais até a escória da militância formada pelas meretrizes feministas que saem pelas ruas semidesnudas urinando, defecando, cuspindo e gritando palavras de ordem com termos chulos, exibindo assim toda a amoralidade de conduta que guia suas ações.

E como bem ensina o professor Olavo de Carvalho, em uma sociedade, vence a guerra política quem consegue impor o padrão de moralidade. E para a esquerda triunfar e impor o socialismo, é necessário primeiro impor primeiro o seu padrão de moralidade, que consiste em não ter moralidade alguma: a única moral que conta é aquela que seja útil à revolução.

Por outro lado, dada a força política que Eduardo Cunha tem no parlamento, é igualmente possível que ele não seja cassado. Os lances recentes na comissão que analise seu pedido de cassação sinalizam a possibilidade de que Cunha possa vencer essa guerra. Nós do Crítica Nacional acreditamos ser mais provável, ao menos nesse momento, que o deputado se livre da cassação e retome a chefia do legislativo. Acreditamos na possibilidade desse desfecho, ainda que haja muita incerteza e risco nessa aposta. Mas se tal desfecho ocorrer, isso será benéfico para o país, pois estando na chefia do parlamento Eduardo Cunha garantiria mais estabilidade ao governo de Michel Temer e teria a possibilidade de impor novas derrotas à esquerda.

Quanto aos crimes de que ele é acusado, não caímos na esparrela tola de que “não temos bandido de estimação”: Eduardo Cunha deve, como qualquer um, responder e ser julgado pelos crimes de que é acusado, dentro do devido processo legal. E se for condenado responder por esses crimes na forma da lei. Acontece que até agora ele não foi processado por esses supostos crimes, mas sim julgado e já condenado por razões políticas por uma procuradoria a serviço de um projeto ideológico de poder e por uma instância do judiciário que não está ocupada em fazer valer o texto constitucional, mas sim em participar da disputa política por meio do ativismo judiciário, que é um veneno para a democracia e a porta de entrada para implantação de ditaduras.


 

6 comentários sobre “O Destino de Eduardo Cunha

  1. Paulo, bom dia.

    Eduardo Cunha está sofrendo um processo de cassação por ter mentido em um depoimento público, o que configura quebra de decoro parlamentar.

    Até que ponto ignorar esse fato e defendê-lo nesse processo não nos coloca em regra parecida com a da esquerda, que é de só defender aquilo que parece útil?

    Att.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Concordo plenamente. Não se está passando a mão na cabeça do Eduardo Cunha.
    Cometeu crimes? Então mais da metade do Congresso tem de ser defenestrado, ora.
    Não se pode negar o fato de ele ser uma barreira ao projeto socialista.

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  3. Parabéns pelo belo e correto texto.
    O Eduardo Cunha é um dos melhores conhecedores do regimento interno da Câmara, um político dos mais sagazes, e foi quem realmente ajudou o Povo Brasileiro no que era premente e necessário e, a principal solicitação das ruas, ou seja, a saida da Dilma.
    Acho que ainda não era a hora dele pagar pelos seus crimes e torço por ele, pois sem ele ainda estaremos sujeitos a várias ações do PT, vários assuntos ainda pendente de votação que serão embarrigados.
    A jogada do Janot para quem não confio e o mesmo com vários ministros do STF, bem como no Senado.
    Que Deus nos proteja.

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  4. Pingback: Provável Cassação de Eduardo Cunha: Vitória da Esquerda & Ativismo Judiciário | Crítica Nacional

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