Partido Trabalhista Britânico: A Nova Face da Extrema Esquerda Europeia

Corbyn

O líder do Partido Trabalhista Britânico em manifestação pró-islâmica da esquerda ano passado em defesa da entrada indiscriminada de muçulmanos em território inglês.

Como já é de conhecimento do público, o novo prefeito de Londres é um muçulmano de origem paquistanesa. A quase totalidade da imprensa internacional, toda ela alinhada com a agenda globalista da esquerda que tem como item de prioridade número um o apoio e a defesa intransigente do islamismo, está saudando a vitória do candidato muçulmano, filiado ao Partido Trabalhista Britânico, como sendo um exemplo do sucesso das políticas de multiculturalismo e de diversidade adotadas por essa mesma esquerda tanto na Europa Ocidental quanto na América do Norte.

O novo prefeito muçulmano, Sadiq Khan, vem sendo exibido quase sob um manto de santidade por praticamente todos os grandes veículos europeus e norte-americanos. O tratamento que a imprensa internacional tem dispensado ao novo prefeito, e a sua supostamente comovente trajetória, não se distingue em nada do tratamento dado pela imprensa brasileira à Lula em 2002, quando este se elegeu presidente da república pela primeira vez. Isso pode ser visto apelos emocionais fáceis e a abordagem demagógica vitimista e coitadista de sua história, bem como a demonização de seus adversários, que são apresentados como sendo xenófobos racistas e extremistas por definição.

Esse artigo na edição em português do jornal El Pais, que mais se assemelha a uma laudatória do que matéria jornalística,  ilustra bem o esforço que toda a grande imprensa internacional está fazendo para ocultar o real significado da vitória de um muçulmano nas eleições municipais londrinas. O primeiro significado, e talvez o mais eloquente, é que Londres já há alguns anos é uma cidade de maioria muçulmana. Foi essa maioria muçulmana na cidade que assegurou a vitória de um candidato muçulmano. E essa maioria muçulmana, a despeito das declarações protocolares puramente formais de suas figuras públicas, jamais se propôs a se integrar à cultura e à sociedade britânicas.

Pelo contrário, o objetivo declarado dos muçulmanos ingleses (assim como o de muçulmanos de qualquer outro lugar do mundo ocidental) sempre foi o de impor a sua cultura e os seus valores muçulmanos ao conjunto da sociedade, uma vez que o islã tem um profundo desprezo e ódio pela cultura, pela religião e pelos valores morais e éticos e padrões comportamentais da civilização ocidental. O mesmo ódio e desprezo que também são nutridos pela esquerda marxista em relação ao ocidente, o que explica a aliança de décadas entre o islamismo e a esquerda internacional. E aqui entra o segundo significado da vitória do prefeito muçulmano, e que jamais será abordado pela imprensa internacional alinhada com a agenda esquerdista.

O segundo significado diz respeito à transformação que está ocorrendo no Partido Trabalhista Britânico, que está se tornando, e provavelmente já se tornou, o principal partido da extrema esquerda* do continente europeu. Um processo de esquerdização muito mais rápido e mais radical do que aquele que ocorreu e vem ocorrendo no Partido Democrata dos Estados Unidos, de Barack Obama.

Essa guinada radical à esquerda dos trabalhistas ingleses ficou clara no início de setembro do ano passado, quando o partido elegeu seu novo líder Jeremy Corbyn. Com essa escolha para liderança do partido, o Labour Party se transformou na prática no equivalente britânico ao brasileiro PSOL. As posições político-ideológicas de Corbyn são claras: ele defende a reestatização de vários setores da economia inglesa, a suspensão de novos testes com armas nucleares por parte das forças armadas britânicas e defende a saída do Reino Unido da OTAN.

Logo após a confirmação de sua vitória em setembro do ano passado, Corbyn reafirmou sua disposição de, caso se torne primeiro ministro britânico, aprofundar os laços com o que ele considera, nas suas palavras textuais, os verdadeiros amigos dos ingleses: as organizações terroristas muçulmanas Hamas e Hizbollah. Corbyn também mantém relações privilegiadas com segmentos acadêmicos e grupos políticos ingleses que se esforçam para negar o Holocausto, o que explica sua intenção de endurecer as relações do governo inglês com Israel caso ele venha a ocupar a chefia do governo. Ao longo do ano passado, Jeremy Corbyn se destacou como uma das principais figuras públicas e lideranças das manifestações organizadas pela esquerda britânica defendendo a entrada indiscriminada de supostos refugiados muçulmanos vindos do Oriente Médio.

A vitória do candidato muçulmano nas eleições municipais londrinas vem, portanto, no encalço e na sequência de um processo aprofundamento da aliança já histórica e antiga entre a esquerda europeia e o islã. Uma aliança que ficou agora mais consolidada através das posições políticas de extrema esquerda abraçadas pelo Labour Party, que se tornará assim o principal instrumento para que a esquerda e o islã possam levar adiante seu objetivo em comum: procurar todas as formas de solapar e destruir por dentro a civilização ocidental, valendo-se inclusive dos instrumentos inventados somente essa civilização, e nenhuma outra, como a democracia, o voto, a liberdade de expressão e, paradoxalmente, a disposição de acolher estrangeiros em seu interior e lhes conceder cidadania e plenos direitos.

(*) Nota
Usamos aqui a expressão extrema esquerda no sentido puramente descritivo, pois entendemos que do ponto de vista de seus objetivos de longo prazo a esquerda, desde a socialdemocracia até a chamada extrema esquerda, é uma só. O que distingue as várias gradações da esquerda são apenas métodos de ação política empregados, métodos esses que não se opõem, exceto de maneira superficial e circunstancial às vezes, mas ao contrário, se complementam.


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