As forças armadas usaram de desproporção no combate à guerrilha comunista no período militar?

Um dos argumentos mais comuns dos que preferem adotar uma posição supostamente neutra e isenta em relação ao período militar, neutralidade e isenção que servem apenas para endossar com ressalvas superficiais a narrativa mentirosa que a esquerda criou daquele período, é o de que houve desproporção no uso da força por parte dos militares no combate aos guerrilheiros. Afinal, estes guerrilheiros eram em sua maioria jovens lutando por um ideal e que cometeram erros, e por isso não mereciam receber o tratamento duro que receberam dos militares.

Falar em desproporção é o mesmo que falar em um conceito matemático. Portanto, vamos aos números do período, números esses que podem ser confirmados em qualquer levantamento sério e honesto das informações que estão hoje disponíveis ao público em relação àquele período. O efetivo das forças armadas no período, incluindo o suporte das polícias estaduais, somava cerca de 200 mil pessoas. Esse efetivo produziu um total estimado de cerca de 500 baixas entre os guerrilheiros, baixas essas em sua quase totalidade ocorridas em ações de combate e enfrentamento, nos quais as forças armadas saiam vencedoras por serem muito mais bem preparadas e equipadas.

Do lado da guerrilha e dos terroristas comunistas havia cerca de 2.000 pessoas envolvidas, sendo que uma parte não estava envolvida em ações de combate efetivo, mas em ações de apoio e suporte, que incluíam também os atos de terrorismo, sequestros e assaltos. Esses dois mil criminosos ideológicos mataram cerca de 350 civis inocentes e desarmados e que não tinham relação alguma com a disputa em questão. Esses assassinatos resultaram de todo tipo de ações terroristas como assaltos, atentados com explosivos, sequestros, perseguições e outros.

Além desses civis inocentes e desarmados que foram mortos pela guerrilha, outras dezenas foram vítimas de tortura, que era aplicada em larga escala pelos guerrilheiros que aprenderam esses métodos nas ditaduras comunistas em que foram treinados. Incluem-se também os inúmeros guerrilheiros que foram assassinados por seus próprios pares após justiçamentos levados a cabo pelos tribunais revolucionários de então, pelas mais diversas razões, desde acusação de ser informante até acusação de desvio ideológico: o chamado desvio pequeno-burguês, de que todo comunista corria sempre o risco de ser acusado sem precisar de provas, e por conta disso cair em desgraça e perder a vida pelas mãos de seus companheiros de armas. Exatamente como fizeram os stalinistas nos expurgos do regime sovíetico.

Diante desses números e dessas circunstâncias, faz sentido ainda falar em desproporção por parte dos militares no enfrentamento de supostos jovens idealistas que apenas erraram na defesa de seus ideais?


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