Por que acreditamos que o impeachment vai ser aprovado

Acreditamos que o impeachment tem enormes possibilidades de ser aprovado nesse domingo por inúmeros motivos, sendo que o principal deles é o ambiente político criado pelo maior movimento de massas da história do país. Um movimento que, a despeito do boicote descarado e vergonhoso da imprensa e do desdém e desprezo e escárnio por parte de toda a elite artística e acadêmica nacional, foi o mais bem sucedido da nossa história até hoje.

Portanto, a possível aprovação do impeachment pela Câmara dos Deputados deverá ser creditada em primeiro lugar aos verdadeiros protagonistas do cenário político nacional nos últimos meses: os milhões de pessoas que foram às ruas pacificamente para dizer não ao projeto de poder socialista e corrupto representado pelo petismo, estabelecendo dessa forma, por meio da pressão democrática, a pauta política nacional que tem ditado a agenda do país e que culminou na votação do impeachment desse domingo.

Se considerarmos do ponto de vista estritamente institucional, acreditamos que o impeachment será aprovado na Câmara dos Deputados nesse domingo por uma razão muito clara: o último presidente a governar a nação sem apoio do PMDB se chamava João Batista Figueiredo. Desde o final do regime militar nenhum presidente governa sem os peemedebistas. A crise político-institucional no país teve início há dois anos quando o governo petista decidiu se livrar dos peemedebistas que, a despeito de seu traço fisiológico e patrimonialista, sempre serviram de freio à agenda ideológica do petismo. Um freio que os tucanos nunca ofereceram, aliás.

A decisão do governo petista de alijar os pemedebistas das posições de poder na máquina do estado, posições essas que eles já ocupavam desde antes da chegada dos petistas à presidência, deu início a um tensionamento no partido que resultou na projeção nacional de Eduardo Cunha. Este surge como expressão da oposição mais consistente à agenda ideológica socialista do governo e também como porta-voz de parcela expressiva dos peemedebistas e dos setores do chamado baixo clero que gravitam em torno do partido, em reação à investida do governo que até então apoiavam.

Foi essa disputa surda de poder por controle e posições no aparelho do estado, disputa essa iniciada pelo petismo com vistas a fazer avançar sua agenda ideológica socialista, para a qual os peemedebistas sempre foram um óbice, que fez com que o petismo e todo o resto da escória da esquerda, o que inclui toda grande imprensa e especialmente a Folha de São Paulo, escolhessem Eduardo Cunha com o inimigo a ser abatido. E para isso a esquerda, paradoxalmente, contou com a ajuda involuntária de setores do movimento pró-impeachment, que por falta de capacidade de compreender a natureza da real disputa de poder que estava em jogo, embarcaram estupidamente na campanha anti-Cunha sem perceber que estavam fazendo jogo em favor do petismo. Exemplo desses setores foram o blog O Antagonista e algumas lideranças do MBL e do VPR.

O governo ditatorial petista quase conseguiu derrotar Eduardo Cunha, com a ajuda nada sutil dos tucanos e com o apoio explícito da grande imprensa e do meio acadêmico, e com o apoio por ingenuidade e falta de compreensão de estratégias de guerra política da parte do movimento pró-impeachment. Uma eventual derrota de Eduardo Cunha representaria uma derrota dos peemedebistas, uma derrota do impeachment e uma vitória, que seria comemorada discretamente, dos tucanos. Além é claro de uma vitória do petismo.

Felizmente para o país, Eduardo Cunha não foi derrotado. E se nada de extraordinário acontecer, o petismo será derrotado nesse domingo na Câmara dos Deputados em sessão presidida pelo próprio Eduardo Cunha. A crise política que foi aberta com os petistas tentando se livrar dos peemedebistas, será então parcialmente encerrada com os pemedebistas ajudando o país a se livrar do que de pior já surgiu na vida pública nacional: o governo socialista do Partido dos Trabalhadores.

Nota:
O texto acima não é um exercício de profecia sobre o passado. Trata-se de uma síntese de um conjunto de artigos que já publicamos na primeira versão do Crítica Nacional e no antigo blog pessoal do autor do texto. Os fatos políticos confirmaram e confirmam todas as nossas previsões e análises. Os links para esses artigos serão postados numa atualização que faremos em breve, tão logo tenhamos concluído a lenta e trabalhosa migração das matérias mais antigas para essa nova estrutura e layout do site.


001 Anuncio Ate 06 Maio 2016

10 comentários sobre “Por que acreditamos que o impeachment vai ser aprovado

  1. REALMENTE ESTOU MUITO PREOCUPADO.
    ESSA SITUACAO PODE FICAR MUITO PIOR COM A POSSIBILIDADE DE UMA VITORIA DO DEMONIO QUE NOS GOVERNA.
    SABEMOS QUE ESSA ESCORIA E VINGATIVA.
    DEUS TEM QUE AGIR
    OBRIGADO A VOCES POR NOS INFORMAR.

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    • Mas podemos jogar a pá de terra final no PT nessas eleições desse ano… ficar vigilante e não eleger partidos comunistas como PCdoB, PSOL, rede, PP, PR, PSD, PSB, PTB, e PRINCIPALMENTE os traidores do. PSDB.

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