PT e seus prepostos no judiciário apostam na delinquência institucional generalizada

A decisão de Marco Aurélio Mello anunciada nesse início de tarde de terça de determinar que Eduardo Cunha aceite um dos pedidos de impeachment contra Michel Temer e que dê seguimento ao rito processual associado com a instalação de uma comissão é simplesmente inconstitucional. Não cabe ao judiciário determinar o conteúdo da decisão a ser tomada pelo chefe do legislativo em um procedimento no qual o próprio texto constitucional e a lei do impeachment dizem claramente que tal decisão é prerrogativa exclusiva da presidência da mesa diretora da Câmara dos Deputados.

Óbvio que Marco Aurélio Mello sabe disso, assim como sabe que sua decisão é uma clara e inequívoca ingerência de um poder sobre o outro. Marco Aurélio está agindo não como guardião da Constituição, mas como operador político alinhado e preposto de um projeto de poder político, com vistas a assegurar sua permanência no poder, ainda que às custas de descumprimento de normal legal e constitucional. A decisão do presidente da Câmara dos Deputados de acolher ou não um pedido de impeachment contra o presidente da república ou seu vice somente pode ser contestada e eventualmente revertida pelo plenário da própria Câmara. 

O petismo e seus prepostos no judiciário estão esgarçando o pouco que ainda resta de normalidade institucional até o seu limite, para permanecer no pode a qualquer custo. Nesse exato momento todo o esforço dos brasileiros deve ser o de respaldar o Congresso, a despeito de seus enormes vícios, como sendo o único dos três poderes ainda susceptível à pressão a à exigência da maioria do povo, para que aprove o impeachment e ponha um fim ao pesadelo que o petismo transformou a vida político-institucional e econômica do país. 

O açodamento ilegal e inconstitucional que o petismo está fazendo sobre o Congresso, por meio do executivo e de seus prepostos na suprema corte, nos obriga a uma atitude pragmática e realista: defender a autonomia do legislativo contra as ingerências do executivo e do judiciário e ao mesmo tempo exigir do legislativo que atenda o clamor popular para pôr um fim ao governo petista nos termos do ordenamento institucional vigente. Caso isso não ocorra, os brasileiros terão toda legitimidade para exigir, defender e apoiar medidas extremas para além do ordenamento institucional em vigor, para apear o petismo do poder e impedir que o país se transforme na ditadura socialista que os petistas sempre desejaram e planejaram.

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