Identidade de gênero e negação da realidade

 

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Qual o conceito basilar subjacente à ideologia da identidade de gênero? Ele na verdade é bem simples: já que não é possível alterar a realidade, naqueles aspectos em que a natureza impede, para que esta reflita certas psicopatias ideológicas de alguns indivíduos, então que se negue essa realidade e que se crie outra, totalmente imaginária. Em seguida, que se incorpore essa realidade imaginária como item de uma agenda político ideológica de viés autoritário como é a agenda da esquerda marxista, para impor a toda a sociedade essa realidade imaginária, obrigando a aceitação da mesma por parte de todos sem questionamento. Para executar esse projeto, que se use de instrumentos de desqualificação e de deslegitimação, edulcorados pelo repertório do politicamente correto, para atacar e calar qualquer oponente que venha a questionar essa realidade imaginária imposta, usando rótulos intimidadores e facilmente assimiláveis como sexismo, discriminação, preconceito e outros similares.

O roteiro acima possivelmente poderia ter sido escrito, para consumo interno somente claro, por qualquer um dos criadores das estratégias de guerra política no âmbito da cultura que a esquerda marxista vem adotando há pouco mais de meio século no mundo ocidental. Provavelmente um desses estrategistas, como Saul Alinsky, Herbert Marcuse, Judith Butler ou algum outro, elaborou algo nesse sentido. Pois é exatamente com essa estratégia que a esquerda marxista vem operando no campo da chamada construção de identidade sexual ou de gênero. Um campo pseudocientífico, mas que encontra amplo espaço no meio acadêmico, e cujo único propósito e esforço consistem em elaborar uma negação consistente da realidade para atender a um propósito unicamente ideológico.
Da ciência biológica e médica sabe-se que não existe maneira de um homem se tornar mulher ou vice-versa, independentemente da orientação sexual da pessoa. Pois além das diferenças no sistema reprodutivo e das diferenças anatômicas externas óbvias, as distinções entre homem e mulher se estendem à escala celular e até mesmo neurológica: o cérebro de um homem é distinto do cérebro de uma mulher no que diz respeito às funções não volitivas, ainda que essas diferenças não se expressem no campo das habilidades de cognição. Portanto, não é objeto de consideração científica séria qualquer estudo propondo a possibilidade de troca de sexo, tratando-se tão somente de pseudociência a serviço de uma ideologia.

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Mas combater a pseudociência da identidade de gênero é relativamente fácil. O desafio está em combatê-la no âmbito da guerra política e ideológica, o campo onde a esquerda marxista tem vencido quase todos os embates relevantes nas últimas décadas. E o desafio se torna tão maior para os conservadores justamente pela natureza desse embate: trata-se de contestar uma ideologia que tem por pressuposto a negação da realidade, o que equivale a procurar argumentos ancorados na racionalidade para fazer frente a um discurso que se ancora justamente na irracionalidade e na insânia.
Um caminho que os conservadores podem adotar nesse embate é denunciar a instrumentalização que a esquerda faz de homossexuais em sua tentativa de levar adiante o projeto de ideologia de gênero. Existem estudos sérios mostrando os inúmeros casos e relatos de homossexuais que sofreram e sofrem de todo tipo de transtorno psíquico e emocional após terem se submetido a cirurgias na expectativa de que fossem “mudar de sexo”. Existem também estudos mostrando índices elevados de suicídios entre essas pessoas. Paralelamente, a ideologia de gênero também tem servido para abrir as portas para a pedofilia, uma vez que os adeptos e ideólogos dessa insânia utilizam-se do argumento de supostos direitos sexuais das crianças (!) como pretexto para fomentar a invasão da privacidade e da intimidade destas mesmas crianças.
Por fim, cabe lembrar que como tudo que a esquerda marxista criou, a ideologia da identidade de gênero, assim como o feminismo e o gayzismo, não surgiram para atender demandas reais ou resolver problemas concretos de homossexuais ou das mulheres. Ela surge tão somente como forma para instrumentalizar esses segmentos da sociedade em nome de uma causa e de uma ideologia, ainda que essa instrumentalização venha a custar sofrimento para as pessoas que se deixam enganar pelo canto de sereia do discurso. Mas obviamente a esquerda não vê óbice moral algum nesse fato, uma vez que ele está consistente com a trajetória da esquerda desde o sua origem, que é trazer miséria e sofrimento para as sociedades onde ela consegue tomar o poder.

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