O governo petista é uma delinquência institucional

Ao comentar e tentar desqualificar a maior manifestação política da história do país realizada nesse domingo, o ministro Jaques Wagner fez uma série de afirmações que mostram que o petismo representa uma delinquência institucional.  Primeiro o ministro associou a manifestação ao humor da economia, o que é um estupendo exercício de cinismo. Milhões de pessoas foram às ruas não pelo “humor” da economia, mas sim para dizer que querem e exigem o fim do governo petista por diversas razões que incluem também, mas não somente, o descalabro econômico que o governo produziu no país. Em um exercício de negação da realidade, o ministro afirmou que impeachment não é remédio para a crise econômica, quando na verdade todos os agentes econômicos sabem que o nome crise econômica, que é também política e institucional, se chama Dilma Rousseff e que somente a sua deposição do poder permitirá a solução dessa crise.

Ao comparar as manifestações desse domingo com a campanha das diretas, Jaques Wagner simplesmente mentiu. A campanha das diretas foi um movimento encabeçado por partidos políticos de esquerda e centro-esquerda, que contou com o suporte e o patrocínio de sindicatos e suas centrais sindicais, entidades nacionais, um amplo e completo respaldo de toda a imprensa e até mesmo de governos estaduais, como foi o caso do Governo do Estado de São Paulo, chefiado à época por Franco Montoro. Os protagonistas da campanha das diretas foram as forças políticas que fizeram a transição do regime militar para a chamada Nova República, que por sua vez representou a pavimentação do caminho, feita especialmente pelos tucanos, para que poucos anos mais tarde a esquerda socialista marxista representada pelo petismo chegasse ao poder.

O movimento pró-impeachment não teve nem tem nada disso: não só não conta com nenhum apoio desse tipo como ainda sofre um boicote explícito de toda a grande imprensa a serviço da agenda ideológica da esquerda e do petismo, como por exemplo a Folha de São Paulo, o pior jornal do país. E o mais importante: os protagonistas do movimento pró-impeachment são os milhões de brasileiros que saíram às ruas por vontade própria,  não para atender o chamado de grandes líderes. 

O ministro também afirmou que as motivações de ambos os movimentos são diferentes. Ele em parte tem razão nesse caso, embora sua intenção tenha sido outra, pois as motivações são mesmo distintas: a campanha das diretas se prestou a levar a esquerda ao poder; o movimento pró-impeachment pretende tirar a esquerda do poder.

Mas o comentário mais leviano de Jaques Wagner foi a respeito do juiz Sérgio Moro, a quem chamou jocosamente de “rei de festa” pelo fato de Moro ter seu nome aclamado pelos manifestantes, e a quem acusou de “traçar um plano de criminalização da política”. Quando o ministro-chefe de um governo faz esse tipo de afirmação em relação a um operador do poder judiciário que está agindo estritamente no comprimento de seu dever de acordo com os preceitos constitucionais, reforça-se a percepção que já temos há muito tempo: o governo petista não passa de uma delinquência institucional e justamente por essa razão precisa chegar ao fim o quanto antes.


2 comentários sobre “O governo petista é uma delinquência institucional

  1. Pingback: Provável Cassação de Eduardo Cunha: Vitória da Esquerda & Ativismo Judiciário | Crítica Nacional

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