O pseudomoralismo tolo dos ingênuos

O que parece que ficou combinado é o seguinte: conforme já estabelecido por toda a imprensa nacional, inclusive aquela imprensa online não comprometida com o petismo, com exceção deste Crítica Nacional, o problema mais grave e urgente do país se chama Eduardo Cunha, a única figura pública de que se tem notícia para quem não vale a presunção da inocência e que já é tido e havido como culpado dos crimes que lhe imputam, independentemente de qualquer prova. Para certos arautos de um pseudomoralismo tacanho, revoltadinho e blasé da imprensa nacional, pouco importa o governo Dilma e o PT e seu projeto de poder bolivariano de vocação ditatorial e antidemocrática, projeto esse que encontrou em Eduardo Cunha seu maior inimigo político institucional até hoje. Pouco importa o histórico petista de fabricação de dossiês para destruir reputações. Pouco importa o aparelhamento que o partido já vem fazendo, numa escala talvez muito maior do que poderíamos imaginar, das instituições do Estado, principalmente as instituições judiciais e de investigação policial. Pouco importa tambem para essa gente o açodamento que o governo vem fazendo, numa típica ação golpista bolivariana, contra órgãos que guardam alguma aparente independência, como o TCU.

Na linguagem do futebol, Eduardo Cunha é o inimigo a ser batido no momento. E em busca desse objetivo vem se unindo toda a imprensa, desde um lixo como Brasil247, passando pelo lixo autoreciclável da Folha de São Paulo até O Antagonista e tutti quanti, irmanados com os petistas nesse exercício de catarse coletiva. Basta observar como as áreas de comentários desses veículos, todos eles sem exceção, se tornaram o novo campo de atuação da militância virtual petista, os chamados MAV’s. Não passa pela cachola dos revoltadinhos blasé que, se Eduardo Cunha é um problema, o PT e o Foro de São Paulo são o problema que país tem que enfrentar. Não passa pela cachola desses arautos revoltadinhos que se ocupam da nobre tarefa auto atribuída de serem a palmatória do mundo que, se Eduardo Cunha cair, caem as chances que ainda restam do impeachment.

Por fim, não percebem que qualquer outro que venha a ocupar a presidência da Câmara já estará devidamente enquadrado, seja por conta do recente butim travestido de reforma ministerial, seja por conta da demonstração de força e de poder que o governo terá dado ao mostrar que é capaz de destruir, literalmente, qualquer um que se oponha a seu projeto de poder bolivariano socialista ditatorial e que se pretende permanente. É em nome desse projeto, e por nenhum outro motivo, que o PT quer a cabeça de Eduardo Cunha. E é em nome da estupidez e da arrogância política que parte da imprensa não petista está ajudando o partido nessa empreitada.


 

2 comentários sobre “O pseudomoralismo tolo dos ingênuos

  1. Pingback: A estratégia do governo contra o impeachment: apostar numa crise institucional | Crítica Nacional

  2. esta a olhos vistos a perseguiçao a Eduardo Cunha que,sem ser julgado ja e condenado pela imprensa e pelo STF. Os motivos ao que tudo indica sao espurios. Ao que parece temos. um. unico corrupto no pais.

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